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Reajuste de telefone vir� em duas vezes e ficar� em 15,59%

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As empresas de telefonia fixa concordaram em dividir o reajuste extra das tarifas, relativo ao aumento de 2003, em duas parcelas. A primeira será em setembro e a segunda em novembro, segundo o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira. Para o ano como um todo, o reajuste médio do telefone fixo deverá ficar em torno de 15,59% - 8,7 pontos percentuais acima do aumento médio de 6,89% autorizado para este ano e que está em vigor desde o início de julho. Em setembro, virá a primeira metade do aumento extra para recompor a primeira parcela desses 8,7 pontos percentuais. O aumento deverá ser da ordem de 4,06%. Já em novembro, acontecerá novo aumento de cerca de 3,87%. Com este último reajuste, chega-se aos 15,59% deste ano, em relação ao anterior. Na prática, uma conta que custava R$ 100 em junho e subiu para R$ 106,89 em julho, deverá ficar em cerca de R$ 111,24 em setembro e chegar a R$ 115,59 em novembro, quando valerá o reajuste integral. Os cálculos definitivos do reajuste de cada serviço -assinatura, pulso, habilitação, entre outros - serão feitos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e informados posteriormente. De acordo com o ministro das Comunicações, o índice negociado ficou abaixo do cálculo apresentado pelas empresas, que apontava para um aumento de 10,78 pontos percentuais acima dos 6,89%. As negociações com o governo para dividir o reajuste em duas parcelas, adiando a aplicação do aumento extra para setembro e novembro, vão representar perdas de aproximadamente R$ 270 milhões para as principais teles locais, segundo informou o ministro. As mesmas empresas já contabilizavam perdas próximas de R$ 1 bilhão pela não aplicação do IGP-DI no cálculo do reajuste do ano passado, durante o tempo em que vigorou a liminar da Justiça Federal de Brasília, determinando a aplicação do IPCA nas tarifas.

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