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Arrecada��o federal cresce e bate recorde no 1� semestre

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A Receita Federal teve nova arrecadação recorde no primeiro semestre deste ano. O governo arrecadou R$ 153,745 bilhões, o que representa um crescimento real (já descontada a inflação) de 10,36% sobre o mesmo período do ano passado. O resultado ficou 8,8% acima do esperado pelo governo, que em maio projetava arrecadação de R$ 141,2 bilhões. O mês de junho também teve o melhor resultado para da história: somou R$ 26,566 bilhões, aumento de 28,23% em relação ao mesmo mês de 2003 e de 7,3% em relação a maio, quando a arrecadação foi de R$ 24,753 bilhões. Em junho do ano passado, havia sido de R$ 19,533 bilhões. O secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, negou que a melhora seja reflexo de aumento da carga tributária. Segundo ele, a recuperação da economia e o conseqüente aumento das importações teve impacto significativo na arrecadação. ?Dentro desse crescimento tem um componente que decorre da melhora da economia?, disse. Pinheiro tentou justificar com a recuperação da indústria o aumento na arrecadação com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que somou R$ 7,186 bilhões em junho, aumento de 40,79% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando somou R$ 5,1 bilhões. No acumulado do semestre, a Cofins subiu 21,21%. Somou R$ 36,32 bilhões neste ano, ante os R$ 28,22 bilhões do mesmo período do ano passado. ?Não foi só a Cofins que cresceu, outros setores também estão crescendo. Há recuperação da economia, é um momento sustentado e o governo está preocupado em desonerar o setor produtivo para evitar uma crise de demanda no futuro?, disse Pinheiro. Desde fevereiro, com o fim da cumulatividade na cobrança da Cofins, a alíquota para empresas subiu de 3% para 7,6%. Além disso, o tributo passou a incidir sobre produtos importados. Ambas as mudanças geraram ganho de arrecadação que o governo promete corrigir com medidas de redução da carga tributária.

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