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Lula critica a desigualdade no com�rcio internacional

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a democratização do Conselho de Segurança da ONU e criticou o sistema de comércio internacional em discurso na sessão solene da Assembléia Nacional de Cabo Verde, na África. ?Não podemos permitir que populações inteiras paguem o preço dos subsídios concedidos a uma minoria rica. É inadmissível que multidões permaneçam na extrema pobreza devido às barreiras impostas pelos países desenvolvidos?, afirmou o presidente. Ele disse que o Brasil vem ?lutando?, em todas as negociações comerciais de que participa, para que os benefícios do livre comércio cheguem a todos. O presidente também disse que a união dos países em desenvolvimento é a chave para o sucesso da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujas reuniões preparatórias estão acontecendo nesta semana em Genebra, com a participação do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Ordem social ?Não queremos esperar décadas para ter outra chance de liberalizar o comércio mundial naqueles bens e serviços onde somos competitivos?, afirmou. O presidente defendeu ?a construção de uma ordem social mais justa e democrática? como condição para a estabilidade mundial. ?A fome é hoje a principal arma de destruição em massa que ameaça a humanidade?, afirmou. Lula convidou o presidente de Cabo Verde a participar da reunião de líderes para discutir a fome e a pobreza em Nova Iorque, no dia 20 de setembro e disse que vários chefes de Estado já confirmaram presença. O dia do presidente na cidade de Praia, capital de Cabo Verde, começou com uma reunião com o líder da oposição, deputado Agostinho Lopes. Em seguida, Lula fez o discurso de abertura do seminário empresarial Brasil-Cabo Verde, para discutir oportunidades de negócios entre os dois países. Balança comercial As exportações brasileiras para Cabo Verde no ano passado não chegaram a US$ 9 milhões, enquanto as importações do arquipélago somaram apenas US$ 22 mil. Lula disse que o governo brasileiro está disposto a recuperar o tempo perdido na relação com a África. E, como no dia anterior, no Gabão, disse que o Brasil, apesar de pobre, tem muito a oferecer à África em termos de cooperação, principalmente, na área técnica e científica. Dois dos três acordos assinados por representantes dos dois governos são nesta área. O terceiro regulamenta a aviação comercial entre os dois países. Já existe um vôo semanal entre Ilha do Sal, no arquipélago, e Fortaleza. A empresa de aviação cabo-verdiana tem intenção de estender essa ligação até Paris, um rota mais rápida e barata a partir do Nordeste brasileiro.

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