Nacional
Est�tua da Liberdade reabre as portas
A Estátua da Liberdade foi reaberta ontem à visitação pública pela primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001. Para adequar a atração às novas regras de segurança, foram investidos US$ 30 milhões, doados por particulares. Mas o que deveria ser um evento festivo foi ofuscado pelas críticas ao fato de que a coroa da estátua, que é o símbolo mais conhecido dos Estados Unidos, continuará fechada aos turistas, e que Washington não respondeu aos apelos de Nova York por mais ajuda para proteger seus prédios de alto risco. O monumento nacional, na entrada do estuário de Nova York, passou quase três anos fechado por temor de que ele pudesse ser alvo de um atentado de fundamentalistas islâmicos. As autoridades melhoraram as saídas de emergência, criaram novas rotas de fuga, reforçaram as revistas na entrada, reformularam o sistema de combate a incêndios e cobriram as escadarias para que haja segurança em caso de fogo. ?Temos um vasto conjunto de melhorias de segurança que estão em uso hoje e não estavam aqui antes do 11 de Setembro?, disse Larry Parkinson, funcionário do Departamento do Interior encarregado da segurança, na sua última visita à estátua. Os visitantes serão submetidos a revistas antes de os barcos atracarem na Ilha da Liberdade, onde fica a estátua, e uma segunda vez antes de entrar na estrutura, que tem 93 metros de altura. Mas o Serviço Nacional de Parques, que administra a ilha, e o Departamento do Interior não têm planos para permitir que os visitantes subam os mais de 350 degraus (equivalente a 22 andares) até a coroa da estátua - algo que o deputado federal por Nova York Anthony Weiner, um democrata, considerou ?uma vitória para os terroristas?. ?Se não reabrirmos a coroa da Estátua da Liberdade, os terroristas terão vencido. Reabrir os seus pés não é triunfo nenhum?, afirmou ele numa nota.