Nacional
Futuro de CPI do Banestado � decidido hoje
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que investiga a lavagem de dinheiro por meio das contas CC-5, principalmente pelo Banestado, foi adiada novamente. Os requerimentos de convocação do presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, do ex-diretor do Banco Central, Luiz Augusto Candiota, e do ex-prefeito Paulo Maluf, deveriam ser votados na tarde de ontem. Desta vez, o motivo foi o início da sessão no plenário. Os diálogos serão retomados hoje. De acordo com o regimento interno do Senado, nenhuma comissão pode funcionar se houver sessão plenária. Mesmo sabendo disso, os parlamentares que participam da CPI se reuniram num almoço no gabinete do vice-líder do governo Ney Suassuna. O almoço foi marcado para as 13 horas. O mesmo horário da sessão da CPI. As divergências entre o presidente da CPI, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MS), e o relator José Mentor (PT-SP) ficam mais evidentes a cada reunião. Na saída do almoço, Mentor disse que entregará o seu relatório até dezembro e rebateu as críticas da quebra de sigilo de cerca de 1,7 mil pessoas. ?Eu quero que vocês digam qual requerimento que não tem indícios de irregularidade?. Questionado se o atraso foi proposital, Antero disse que o que pretende é dar um rumo para a CPI. O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), não comentou o atraso. Pressão Os líderes partidários pressionam para que a CPI redefina o foco de seus trabalhos, estipule um prazo claro para o fim do funcionamento e, sobretudo, reveja os critérios para aprovação de quebra de sigilo de investigados. Por enquanto, nenhuma solução foi encontrada. ?Intenção do acordo existe, mas ainda não temos como fechar os termos?, explicou o líder do PFL no Senado, José Agripino (RN). O relator da CPI, José Mentor criticou a idéia de incinerar os documentos obtidos sob o argumento de que se houve falhas na ?forma? em que foram obtidas as informações, não se pode se pode desprezar o conteúdo dos dados levantados. Mentor voltou a negar a autoria do vazamento das informações e defendeu o fim dos trabalhos em dezembro. ?Eu quero entregar meu relatório até esta data e se depender do relator, não tem pizza?, afirmou.