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Pol�cia prende rainha do PCC em S�o Paulo
Policiais do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) desarticularam uma conexão de traficantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava em três presídios de São Paulo. Foram presos a comerciante Cleuza da Silva Salinas, de 44 anos, conhecida como a Rainha do PCC. Uma sul-africana, um presidiário e um menor de idade acusado de tráfico e assassinato também foram presos. Conforme a polícia, ela negociava cocaína e crack com presos da facção nos presídios de Itirapina, Mirandópolis, no Interior, e na Penitenciária do Estado, no Carandiru, na zona norte da capital paulista através do celular. Ela foi presa na madrugada de ontem, quando fugia para a casa da mãe, na Rua Inácio Jacometti, Conjunto José Bonifácio, Itaquera, zona leste. Com ela também foi detida a sul-africana Brittania Bukelma Uzoaru, de 47 anos, elo internacional do esquema de tráfico de drogas. Brittania, por falar inglês e ser bem relacionada na comunidade, era a ligação com traficantes nigerianos no fornecimento de cocaína para ser enviada à Europa. As duas foram as últimas a serem presas. Antes, foi detido o presidiário Claudiomiro de Souza Marques, de 43 anos, que cumpre pena de 13 anos em regime semi-aberto, no Presídio de Franco da Rocha, Grande São Paulo. Com emprego de fachada em uma transportadora, ele saía da cadeia para buscar as drogas negociadas pelo PCC e entregá-las à Rainha, sua sócia no esquema. Claudiomiro também é batizado pela facção criminosa. Na organização da quadrilha, o crack negociado pelos presos do PCC abastecia o adolescente M.B.F., de 17 anos, acusado em seis homicídios, fugitivo da Febem e conhecido na região da cracolândia como ?Di Menor?. O rapaz disse ter arrendado o Hotel Duque, na Avenida Duque de Caxias, região Central, por R$ 4 mil. Ele utilizava o hotel como escritório do tráfico e como local de venda de crack. Além disso, alugava quartos para usuários da droga por R$ 5,00. ?Di Menor? disse ter assassinado a primeira pessoa aos 12 anos. Ele afirmou não ter sentido nada e que era uma questão de sobrevivência. ?Era ele ou eu?.