Nacional
Lula vai � posse de presidente eleito na Rep�blica Dominicana
Em cerimônia de posse de Leonel Antonio Fernandez Reyna no governo da República Dominicana, ontem pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu seu colega dominicano defender a liberdade de imprensa. ?Os cidadãos não devem se sentir intimidados e perseguidos pelo poder, e a imprensa não deve ser censurada?, afirmou Reyna, em discurso de cerca de 40 minutos no Congresso do país, diante de oito chefes de Estado da América do Sul, do Caribe e da América Central. Lula sentou-se na primeira fileira do Parlamento dominicano, de onde acompanhou toda a solenidade ao lado presidente uruguaio, Jorge Batlle. Lula, assim como os demais presidentes, não falou no evento. Lula estava com um terno cinza, diferentemente da maioria dos presentes, que, de branco, seguiram à risca protocolo o recomendado pelo governo local. No Brasil, o governo federal está envolto em uma polêmica, depois de ter enviado ao Congresso, no início do mês, um projeto de lei que prevê ?orientar, disciplinar e fiscalizar? o exercício da profissão e a atividade de jornalismo. Outra função do Conselho Federal de Jornalismo será o de ?zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe? e ?colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo e comunicação social com habilitação em jornalismo?. O governo afirma que o envio do projeto à Câmara e ao Senado não visa encontrar formas legais para controlar a ação dos jornalistas, e sim atender a uma antiga reivindicação da própria categoria. Em seu discurso de posse, Reyna - que já presidiu a República Dominicana entre 1996 e 2000 -, fez lembrar o início da gestão de seu colega brasileiro. Reclamou principalmente da herança econômica deixada pelo último governo. No ano passado, protestos contrários à política econômica levaram os militares às ruas do país, deixando mortos e feridos. Assim como Lula, Reyna cobrou do Congresso a aprovação rápida de uma reforma tributária, prometeu a criação de um programa de segurança alimentar nos moldes do Fome Zero (chamado de ?Comer es Primero?) e reclamou da herança deixada por seu antecessor no setor elétrico.