Nacional
Bush vai retirar soldados da Europa e da �sia
Entre 60 mil e 70 mil soldados mobilizados na Europa e na Ásia retornarão nos próximos dez anos aos Estados Unidos, anunciou ontem o presidente George W. Bush. ?Traremos ao país [EUA] entre 60 mil e 70 mil soldados e cerca de 100 mil membros de suas famílias e pessoal civil do Exército?, declarou Bush durante um discurso para uma organização de ex-combatentes em Cincinnati (Ohio, norte). Bush disse que esse benefício atenderia soldados atualmente mobilizados nos teatros de operações ?das guerras do século passado?, Europa e Ásia. Em dezembro, o ministro alemão da Defesa, Peter Struck, já havia anunciado que algumas bases militares americanas na Alemanha seriam fechadas, cumprindo um programa de deslocamento das tropas dos EUA na Europa. À época, Struck também disse que o secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, deveria organizar suas forças [militares] em função das novas ameaças. A cidade de Landstuhl, no sudoeste da Alemanha, abriga o maior hospital militar americano no exterior. Segurança Também ontem, o governo dos Estados Unidos admitiu a possibilidade de assumir a vigilância dos passageiros aéreos com destino ao país para impedir que terroristas embarquem nos aviões, afirmou o subsecretário de Segurança Nacional, Asa Hutchinson. Durante uma audiência no Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado, Hutchinson explicou os passos que o Departamento de Segurança Nacional (DHS) tomou para implementar algumas das recomendações da Comissão que investigou os atentados de 11 de setembro de 2001. Entre outros elementos relacionados à segurança aérea, a Comissão recomendou que a Administração para a Segurança do Transporte (TSA, sigla em inglês) - subordinada ao DHS - compare os nomes dos passageiros com uma lista de terroristas e impeça a entrada no país de eventuais suspeitos. Até agora, essa função esteve a cargo das companhias aéreas e foi alvo de críticas de organizações de defesa dos direitos civis. Hutchinson disse que o DHS está a ponto de completar um programa de vigilância de passageiros que se baseia em uma crescente lista de pessoas proibidas de entrar nos EUA por seus supostos vínculos com o terrorismo.