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Senado abre sindic�ncia para investigar den�ncias em CPI

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O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou a abertura de uma sindicância a ser feita pela Corregedoria Geral do Senado, sobre as denúncias de chantagens por parte de integrantes da CPI do Banestado, contra pessoas investigadas pela comissão. A informação é do corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (PFL-SP). Segundo Tuma, o prazo para o final das investigações deve ser de 15 dias a partir de ontem. Ele afirma que vai investigar a denúncia que traz o nome da pessoa que sofreu a chantagem e cita o ex-diretor do Banco Central Luiz Augusto Candiota como alvo de extorsão, o que levou ao seu pedido de demissão. ?Queremos que todos os que sofreram pressão procurem a CPI e identifique quem tentou extorqui-los. Apesar de ter negado ser vítima de chantagem, é bom que Candiota seja ouvido pela corregedoria?, disse Tuma. O corregedor disse que os trabalhos serão rápidos, já que ele conta com um delegado da Polícia Federal e um escrivão em seu gabinete. Tuma rejeitou a proposta do líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), que defendeu ontem ampla investigação por parte do Conselho de Ética da Casa, sobre cada um dos integrantes da CPI do Banestado. Para Tuma, a medida é ineficaz, já que não se pode colocar todos os deputados e senadores sob suspeita, e lembrou que todas as ações do conselho de ética partem primeiro de uma investigação da corregedoria. A CPI Mista do Banestado foi criada em junho do ano passado, com a intenção de investigar a evasão ilegal de divisas por meio de contas CC5 (de não-residentes), entre 1996 e 2001, em um total calculado em US$ 30 bilhões. Em 14 meses, a CPI produziu 900 caixas com documentos, colheu 200 depoimentos e pediu a quebra de 1.700 sigilos bancários. A previsão é que a CPI seja encerrada no ano que vem. O vazamento de informações sigilosas em poder da CPI colocou, na última semana, os trabalhos da comissão sob suspeição. A troca de acusações é grande e o clima de atritos dentro da CPI levou ao próprio presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), a pedir uma pausa nas reuniões e uma reavaliação nos trabalhos. A CPI pediu em bloco a quebra de sigilos telefônicos, fiscais e bancários de pessoas físicas e jurídicas, prática condenada pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela própria assessoria jurídica da comissão. Os requerimentos devem ser apresentados um a um.

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