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Arafat admite erros de seu governo e promete mudar

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O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Iasser Arafat, admitiu ontem que foram cometidos erros dentro de seu governo e prometeu uma reforma ?profunda? para restaurar a ordem e a segurança nos territórios ocupados. ?Houve ações erradas por parte de algumas instituições e algumas autoridades foram irresponsáveis e abusaram de suas posições?, disse Arafat em um discurso a parlamentares. ?Não há ninguém imune a erros, a começar por mim mesmo. Até profetas cometeram erros?, disse ele. ?Nós temos de ser corajosos o suficiente para admitir os erros... Nós aumentamos nosso compromisso de corrigir esses erros?, acrescentou. Essas foram as declarações mais fortes feitas por Arafat desde que os territórios palestinos foram abalados por uma série de protestos no mês passado, quando palestinos armados seqüestraram três estrangeiros [um americano, um britânico e um irlandês, voluntários de um grupo cristão] em Nablus, na Cisjordânia ocupada, para reivindicar reformas nas forças de segurança e demissão de autoridades corruptas da ANP. Em seu discurso, Arafat chegou até a admitir que a ocupação israelense não poderia ser a única responsável pela degradação da situação nos territórios palestinos e prometeu fazer todo o possível para restabelecer a ordem. O líder palestino prometeu apoiar o primeiro-ministro Ahmed Korei - que estava sentado a seu lado durante o discurso - em seus esforços para acabar com a crise. Korei chegou a apresentar um pedido de demissão em julho, depois de uma série de seqüestros e confrontos internos, que demonstraram a fragilidade das condições de segurança e da ordem nos territórios ocupados. Porém, após uma longa mediação de autoridades palestinas, ele retirou o pedido. Em seu discurso, Arafat também mencionou os prisioneiros palestinos em quatro prisões israelenses que iniciaram uma greve de fome no domingo (15) e os encorajou a continuar o protesto contra as restrições feitas a eles.

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