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Estados querem R$ 300 milh�es para evitar colapso na educa��o

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Com uma série de críticas ao projeto do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), governadores e secretários da Educação dos Estados do Nordeste, do Pará e de Minas Gerais fizeram ontem um apelo, ao governo federal, por uma ajuda emergencial de R$ 300 milhões para evitar o que chamaram de ?colapso financeiro? da educação. Para os cinco governadores que participaram de um encontro sobre educação, ontem, em Fortaleza, caso não haja esse auxílio e o Fundeb não seja reavaliado, poderá haver um ?apagão? do ensino no país. O ?apagão?, segundo eles, seria a impossibilidade da ampliação de vagas ou até mesmo um retrocesso em relação ao que já foi feito até hoje, em especial no ensino médio. ?Houve um grande esforço para a universalização do ensino fundamental. Agora, esses alunos estão saindo da 8ª série e querem continuar, mas não há nenhum tipo de financiamento para os estados ampliarem as vagas e todos estão chegando à exaustão?, disse Lúcio Alcântara (PSDB-CE). O pedido de auxílio emergencial foi feito em uma nota e justificado pelos governadores como a única saída para a crise provocada pelas perdas com o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). Pelas regras do fundo, a União estipula um valor mínimo a ser aplicado por aluno matriculado e, caso o aporte feito por Estados e municípios não seja suficiente, o governo federal entra com mais recursos. O problema, segundo os governadores e secretários da Educação, é que o valor do aluno per capita é muito baixo, cerca de R$ 470 por ano, enquanto o ideal seria cerca de R$ 800.

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