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ACUSADAS DE FEITIÇARIA SÃO TORTURADAS NO PERU

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O Ministério Público do Peru abriu uma investigação nesta terça-feira (12) sobre o caso de perseguição a sete mulheres que foram acusadas de feitiçaria por membros de uma patrulha camponesa em uma região remota das montanhas dos Andes. Elas foram capturadas, despidas e açoitadas por essa patrulhas camponesa de vigilância.

Essas patrulhas são grupos paramilitares criados há quase 50 anos, originalmente para combater o roubo de gado e, posteriormente, se voltaram contra as incursões da guerrilha maoísta Sendero Luminoso.

Um vídeo circulou nas redes sociais mostrando uma mulher pendurada por um dos pés, enquanto era açoitada para que confessasse supostos atos de bruxaria.

As vítimas foram libertadas nesta terça-feira. segundo o Ministério Público.

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As mulheres foram capturadas em 29 de junho pelos patrulheiros”, segundo os jornais locais. Elas têm entre 43 e 70 anos de idade. Um homem havia sido capturado junto com as sete mulheres vítimas, mas não há registros de que ele tenha sofrido maus-tratos.

A tortura aconteceu em Chillia, um vilarejo remoto nos Andes, situado cerca de 700 km ao norte de Lima, com 12 mil habitantes. A defensora pública Eliana Revollar afirma que as mulheres foram levadas pelos paramilitares por supostamente praticar feitiçaria.

As mulheres “foram acusadas pelo fato de muitas pessoas do vilarejo terem perdido suas capacidades físicas”, disse Revollar. Elas foram liberadas pelos patrulheiros camponeses após firmar um documento no qual se comprometiam a não denunciar [os maus-tratos sofridos] e a não realizar feitiçaria.

A Defensoria se juntou ao Ministério Público para investigar o caso.

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