Nacional
Meirelles pode ir ao Senado antes de ser convocado
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ontem que analisa juntamente com a cúpula do governo se irá se antecipar a uma possível convocação do Senado e se explicar aos senadores por livre e espontânea vontade. Os senadores querem convocá-lo para depor sobre denúncias de irregularidades fiscais e patrimoniais. ?Estamos analisando isso [a possibilidade de antecipar a convocação] com o comando político do governo e sob esse aspecto sou um homem disciplinado e sigo o ritual?, disse o presidente do Banco Central. Meirelles já foi, no início do mês, convidado para depor em duas comissões do Congresso: a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e a Comissão de Fiscalização e Controle. No entanto, na época, Meirelles ainda não tinha o status de ministro que lhe foi conferido por medida provisória editada pelo governo na semana passada. Com isso, somente podia ser convidado pelos parlamentares, e não convocado. Dessa forma, tinha o direito de marcar a data da audiência e até mesmo postergá-la por vários meses. Agora, como ministro Meirelles poderá ser obrigado a comparecer em data definida. Além disso, o presidente do BC provavelmente será convocado pela Comissão Especial que analisará a MP que lhe conferiu status de ministro. Fracasso A tentativa da oposição de instalar a comissão fracassou, ontem, mais uma vez. O deputado Delfin Netto (PP-SP) aguardou quórum para a abertura da reunião da comissão por meia hora, mas encerrou seus trabalhos devido à ausência de congressistas necessários - somente quatro assinaram a lista de presença. Delfim assumiu a presidência temporária da comissão por ser o mais velho entre os presentes. Após o encerramento da reunião, as lideranças da oposição fizeram com que o deputado Félix Mendonça (PFL-BA) reabrisse os trabalhos. O relator provisório, deputado José Roberto Arruda (PFL-DF), leu seu parecer, contrário à aprovação da MP.