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Presidentes discutem investimentos no Paraguai

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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Nicanor Duarte Frutos, do Paraguai, acertaram ao final de uma reunião de trabalho que o governo brasileiro deverá criar dois mecanismos de financiamento direcionados a questões chaves para o desenvolvimento econômico do país vizinho. Ambos os mecanismos deverão ser elaborados em um prazo de 30 dias. O primeiro deles tem como objetivo o financiamento de obras de infra-estrutura que poderá envolver recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Financiamento das Exportações (Proex), segundo Amorim. O segundo mecanismo de financiamento ou fundo será destinado ao combate à pirataria e sobretudo à reconversão de setores informais da economia paraguaia. De acordo com Amorim, no futuro esse programa poderá ser tocado pelos fundos estruturais do Mercosul, mas como ambos os países querem adotar um sistema imediatamente, técnicos do Ministério da Fazenda do Brasil e do Paraguai deverão trabalhar em um prazo de 30 dias para encontrar uma fórmula. No encontro entre os presidentes Lula e Duarte Frutos também foi acertado um compromisso de agilização do comércio bilateral e de análise de uma fórmula alternativa para o pedido paraguaio de mudança nas regras de correção da sua dívida com a Itaipu binacional. Defesa a Meirelles Ontem, em nova demonstração de apoio ao presidente do BC (Banco Central), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com contrariedade ao surgimento de mais uma suspeita de ilegalidade relacionada a Henrique Meirelles. Usando as palavras ?absurdo? e ?bobagem?, Lula discutiu na reunião de coordenação de governo (grupo dos principais ministros e auxiliares do Palácio do Planalto) a investigação do Ministério Público do Trabalho de Goiás sobre acordos trabalhistas do BankBoston relativos a serviços de segurança prestados a Meirelles na campanha eleitoral de 2002. Naquele ano, Meirelles se elegeu deputado federal pelo PSDB, com 183.046 votos (foi o mais votado no Estado). Seguranças do BankBoston, benefício ao qual Meirelles tinha direito devido a um acordo com o banco, do qual foi o presidente mundial, prestaram serviço em sua campanha. O Ministério Público do Trabalho suspeita que houve doação ilegal de recursos. Para assumir a presidência do Banco Central, Meirelles se desligou do PSDB e renunciou ao seu mandato de deputado federal. Para Lula, a acusação contra o presidente do BC é improcedente. O ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda), que falou diretamente com Meirelles em todas as outras vezes em que reportagens questionaram a lisura do presidente do BC, ouviu novamente explicações. E as julgou satisfatórias. Ontem, na reunião, predominou a avaliação de que a nova suspeita não deve levar o governo a afrouxar a defesa que vem fazendo do presidente do Banco Central. Mais: só reforçou a convicção de que foi correta do ponto de vista de ação de governo, apesar do desgaste, a medida provisória que concedeu a Henrique Meirelles status de ministro de Estado.

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