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Ap�s s�rie de atentados, medo domina Moscou
O medo se apoderou dos moscovitas que vêm testemunhando uma série de atentados nestes últimos dias a ponto de já se perguntarem qual será o próximo alvo dos terroristas. Os habitantes da capital russa começaram a desconfiar do sistema de segurança de sua cidade, ao ver a multiplicação dos ataques, que em nove dias causaram 111 mortos, entre eles, supostos terroristas. ?Estou ficando assustada, bombas explodem por todas as partes, e muita gente está morrendo. Não sei como tudo isso vai acabar?, disse Zoya, 71, aposentada. Noventa passageiros morreram na semana passada, na explosão quase simultânea, em pleno vôo, de dois aviões de carreira que tinham decolado do maior aeroporto de Moscou (capital). As autoridades reagiram aumentando as medidas de segurança, enquanto a investigação parecia se orientar para a pista chechena. Apenas uma semana depois, uma kamikaze detonou uma bomba diante de uma estação de metrô em Moscou, provocando nove mortos, abalando a convicção de que as autoridades moscovitas eram capazes de garantir a segurança na capital. Somaram-se a isto os últimos acontecimentos na Chechênia: um grupo de homens e mulheres armados irrompeu na manhã de quarta-feira em uma escola da Ossétia do Norte, seqüestrando centenas de pessoas, entre elas, mais de cem crianças. A situação continuava tensa no local na quinta-feira, apesar da libertação de 26 mulheres e crianças. ?Estou com muito medo de pegar o metrô. Nunca se sabe onde e quando os terroristas atacarão novamente?, disse Ania, vendedora de jornais. Repercutia na imprensa russa da quinta-feira a possibilidade de novos atentados, ao lado da denúncia de quatro mulheres chechenas terem viajado a Moscou no fim do mês de agosto para cometer ataques suicidas. Duas delas, Amanta Nagayeva e Satsita Jebirjanova, são suspeitas de terem detonado as bombas que carregavam no corpo nos dois aviões, enquanto que a imprensa especula sobre a possibilidade de que outra tenha sido a responsável pela explosão de terça-feira em Moscou. ?É possível que a terceira chechena tenha cometido o atentado na estação do metrô de Rijskaya. Seria lógico, então, esperar mais um atentado, já que falta uma mulher entre as quatro mencionadas?, anunciou o jornal econômico Kommersant. Os moscovitas ainda lembram de vários atentados mortais praticados pelos separatistas chechenos. Os mais recentes ocorreram durante um show de rock, no metrô e ante um grande hotel perto do Kremlin. A tomada de reféns na Ossétia do Norte recorda a do teatro de Dubrovka, em outubro de 2002, que acabou tragicamente com a morte de 129 espectadores, asfixiados pelo gás utilizado pelas forças de segurança quando invadiram o edifício. A recente onda de atentados também assusta os milhares de estrangeiros de Moscou. ?É horrível, já não me sinto mais bem aqui?, declarou Simone, uma holandesa de 29 anos. ?Não há recursos eficientes contra o terrorismo, nunca se sabe onde atacará novamente?, disse.