Nacional
N�mero de ref�ns diverge
Desde o início do caso, a imprensa de Moscou divulgou números diferentes sobre a quantidade de reféns. ?São 1.020 reféns na escola?, informou A Gazeta, citando uma mulher libertada na quinta-feira. ?A televisão fala em 350 reféns, mas não está certo. Há pelo menos 1.500 pessoas na escola?, afirmou uma professora libertada com sua filha ao diário Zvestia. A disparidade sobre o número de reféns começou na própria quarta-feira. As agências de notícias diziam que havia cerca de 400 pessoas dentro da escola. Pouco depois, informavam que os reféns eram entre 120 e 150. Na quinta-feira, o Serviço Federal de Segurança (FSB) elevou novamente o número afirmando haver cerca de 350 pessoas dentro do local. Logo após a captura dos reféns, o grupo armado ameaçou matar 50 crianças para cada combatente morto e 20 para cada combatente ferido. O FSB disse que o grupo era formado por 17 pessoas (homens e mulheres) e que algumas delas estariam usando cintos com explosivos. O grupo exigia, além da libertação de presos envolvidos em atividades terroristas na Inguchétia, que as tropas russas fossem retiradas da Chechênia e o fim das ações militares nesta república, segundo informou Aslanbek Aslakhanov, assessor do presidente Putin. De acordo com o jornal The New York Times, um correspondente chegou a falar com os ocupantes da escola por telefone, e disse que o homem que se apresentou como porta-voz deles falava russo com sotaque checheno. Aslakhanov também confirmou que os terroristas queriam negociações com os presidentes da Inguchétia e da Ossétia do Norte e com o pediatra Leonid Roshal. Terror Esta é a terceira ação terrorista ocorrida na Rússia em pouco menos que duas semanas. Na terça-feira (31), dez pessoas morreram e 51 ficaram feridas em um ataque perto de uma estação de metrô no centro de Moscou. O grupo islâmico Brigadas Islambouli [supostamente ligado à Al Qaeda] assumiu a responsabilidade pelo atentado, segundo um comunicado divulgado em um site na internet. A explosão ocorreu uma semana após dois aviões caírem no sul de Moscou, matando todas as 89 pessoas que estavam a bordo, o que foi classificado como ?ato terrorista?. As autoridades russas disseram ter achado o mesmo explosivo nos escombros dos aviões e duas mulheres chechenas foram consideradas suspeitas. O mesmo grupo, Brigadas Islambouli, reivindicou o ?seqüestro? dos aviões.