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Atentado com carro-bomba mata 9 na Indon�sia
A explosão de um carro-bomba em frente à Embaixada da Austrália, em Jacarta, na Indonésia, matou nove pessoas e deixou mais de 160 feridos ontem, segundo fontes do governo e hospitalares. O grupo Jemaah Islamiyah (o grupo extremista islâmico é acusado de manter contatos em outros países do Sudeste Asiático e de ter ligação com a rede terrorista Al Qaeda, liderada por Osama bin Laden) assumiu o atentado. O grupo ameaçou conduzir outros mais de as forças australianas não se retirarem do Iraque. O grupo é responsabilizado por várias ações, inclusive uma explosão semelhante, há um ano, no hotel Marriot, que fica na mesma região e que deixou 12 mortos. No ataque de ontem, 12 cidadãos australianos se feriram ao serem atingidos por estilhaços de vidro, que voaram das vidraças de um shopping center, próximo ao local da explosão. Três diplomatas da embaixada grega, que ficava no 12º andar do prédio vizinho, também estão hospitalizados. A Embaixada da Austrália fica numa região da cidade que abriga a maioria das embaixadas e consulados, shopping centers e escritórios. Em Atenas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores grego, Giergos Koumoutsakos, disse que a embaixada grega no 12º andar de um prédio próximo foi atingido e três diplomatas ficaram levemente feridos. O primeiro-ministro australiano, John Howard, enviou à Indonésia seu ministro das Relações Exteriores, Alexander Downer, que já declarou que a Austrália foi alvo de um ?atentado terrorista?. ?Trata-se claramente de um atentado terrorista. Ocorreu no exterior da embaixada e podemos concluir que estávamos diretamente na mira?, acrescentou Downer. A fachada da sede diplomática ficou danificada e vários carros de bombeiros e ambulâncias foram enviados ao local, que foi isolado pela polícia. A bomba teria sido uma ofensiva contra o governo indonésio, que mantém preso o clérigo muçulmano Abu Bakar Bashir, considerado pela Promotoria indonésia o líder espiritual do Jemaah Islamiyah. Ele nega o envolvimento, e acusa o governo de Jacarta de ceder às pressões de Washington na repressão de grupos islâmicos. A explosão ocorre 11 dias antes do segundo turno das eleições presidenciais na Indonésia e a cinco dias da abertura oficial da campanha.