Nacional
Briga no PFL deve beneficiar o governo na vota��o de projetos
A convivência conflituosa entre os diversos grupos do PFL pode acabar proporcionando ao Planalto a tranqüilidade que o governo jamais teve nas votações de projetos no Senado. Liderados pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), senadores insatisfeitos, de diversos partidos, pretendem intensificar o diálogo e votar a favor de projetos que interessem ao Planalto - e que sejam bons para o país - independentes de posições partidárias em contrário. ?O maior exemplo disso acontece na questão das PPPs. Se o projeto for melhorado, não há porque votarmos contra?, reconheceu ACM. O pefelista admite que as negociações ainda estão incipientes. Ressalta que o cenário político poderá se modificar após as eleições e não está descartado o surgimento de uma nova legenda em 2005. Integrantes do grupo reconhecem que o Planalto tem visto com bons olhos essa movimentação. Há cerca de duas semanas, ACM reuniu-se com o presidente Lula, a sós, no Palácio do Planalto. ?O presidente sabe que a bancada dele não ajuda. Por isso, conversa conosco?, resumiu. Na Câmara, o grupo está bem mais diluído e praticamente restrito à bancada do PFL da Bahia. O quadro atual é fruto de uma deterioração que surgiu durante a reforma da Previdência, evoluiu em outros embates internos e culminou na tensa reunião que reconduziu o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), ao cargo. ?Se o governo for inteligente, vai jogar em nosso favor. No Senado, ACM consegue a maioria para o Planalto facilmente?, apostou um deputado pefelista. A matemática é simples. O grupo suprapartidário no Senado reúne 14 parlamentares, um a mais do que a bancada petista. Na Câmara, a situação é mais complicada. Por enquanto, as conversas arregimentam cerca de 40 deputados do PFL.