Nacional
Lula faz cr�tica � globaliza��o e apela para acabar com a fome
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem um apelo aos governantes, organizações sociais, sindicatos e empresas de todo o mundo para que reafirmem, juntos, o compromisso de acabar com a fome e a pobreza no mundo. Lula frisou a necessidade de se buscar soluções inovadoras para acabar com esses problemas que são, segundo o presidente, ?politicamente inaceitáveis e eticamente vergonhosos?. O presidente participou, em Nova York, da Reunião de Líderes Mundiais para a Ação contra a Fome e a Pobreza. Durante reunião promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre a Dimensão Social da Globalização, o presidente defendeu a construção de uma outra globalização ?socialmente justa e politicamente sustentável?, que deve ter como sua primeira meta o direito de todos ao trabalho. Para o presidente Lula, a melhor forma de enfrentar a instabilidade internacional é globalizar os valores da democracia, do desenvolvimento e da justiça social. Na visão do presidente, esta é a resposta para os problemas de governança mundial. Em seu discurso, Lula lembrou as metas do milênio estabelecidas em 2000, enfatizando que um dos objetivos é erradicar a fome no mundo. Segundo ele, se não houver vontade política, esta meta ?pode se tornar letra morta?. Para Lula, já não bastam as intenções proclamadas. É preciso tornar este compromisso paupável e operacional. Lula disse ainda que os países pobres e em desenvolvimento só terão autoridade moral para cobrar dos países ricos se fizerem a sua parte, aplicando de modo eficiente os seus próprios recursos no combate à fome e à miséria. Segundo o presidente, a humanidade atingiu níveis espetaculares de progressos científicos e tecnológicos: ?Mas não evoluiu a ponto de repartir a senha do planeta, para que todos tenham ao menos o alimento indispensável para sobreviver. A fome subtrai a dignidade, destrói a auto-estima e viola o direito à vida?, defendeu Lula. O presidente defendeu que ?a fome é a mais cruel das armas de destruição de massa?, pois mata 24 mil pessoas por dia e 11 crianças por minuto. E cobrou mais humildade por parte das nações na busca de soluções para a questão.