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Lula cobra mudan�as econ�micas e sociais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em discurso nas Nações Unidas que continua a existir no mundo o colonialismo ?econômico e social? perpetuado pelas regras comerciais. ?O fim do colonialismo afirmou, na esfera política, o direito dos povos à autodeterminação e esta Assembléia (da ONU) é o signo mais alto de uma ordem fundada na independência das nações?. ?A transformação política, contudo, não se completou no plano econômico e social. Barreiras protecionistas e outros obstáculos ao equilíbrio comercial, agravados pelas concentração dos investimentos, do conhecimento e da tecnologia, sucederam-se ao domínio colonial?, disse o presidente. O presidente fez um discurso focado na necessidade de justiça social relacionando a segurança internacional com o desenvolvimento econômico das nações pobres. Lula também cobrou uma ?mudança importante nos fluxos de financiamento dos organismos multilaterais?. O presidente defendeu a proposta brasileira de criação de um mecanismo de cálculo no Fundo Monetário Internacional (FMI) que permita um maior investimento em infra-estrutura nos países em desenvolvimento. ?Estes organismos (multilaterais, como o FMI e o Banco Mundial), foram criados para encontrar soluções mas, às vezes, por excessiva rigidez, tornam-se parte do problema?, disse Lula. Lula se referiu aos recentes atentados extremistas ao redor do mundo como uma evidência de que ?o ódio e a insensatez se alastraram pelo mundo?. Apenas este ano mais de 1,7 mil pessoas já morreram vítimas de ataques terroristas ao redor do mundo, em Madri, Bagdá e Jacarta. Tragédias que vêm se somar a tantas outras na Índia, no Oriente Médio, nos Estados Unidos e, recentemente, ao sacrifício bárbaro das crianças de Beslan (na Federação Russa). A humanidade está perdendo a luta pela paz?, disse o presidente. Embora não tenha se referido diretamente à demanda do Brasil por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, Lula fez uma defesa vigorosa da reformulação do órgão. ?Nenhum organismo pode substituir as Nações Unidas na missão de assegurar ao mundo convergência em torno de objetivos comuns?, disse. ?Só o Conselho de Segurança pode conferir legitimidade às ações no campo da paz e da segurança internacionais, mas sua composição deve adequar-se à realidade de hoje e não perpetuar aquela do pós-Segunda Guerra?.

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