Nacional
Bancos d�o esperan�a para quem precisa de transplante
O ministro da Saúde, Humberto Costa, lançou na manhã de ontem no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a primeira unidade da Rede Pública de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Brasilcord) do país. Um dos destinos do material é o uso em transplantes de medula óssea. As dez unidades da Brasilcord serão instaladas em hemocentros distribuídos pelas cinco regiões do país: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Para criar e estruturar a Brasilcord, o Ministério da Saúde investirá R$ 46 milhões. Até 2006, serão empregados R$ 18 milhões para implantar a estrutura física dos bancos. Durante o primeiro ano de funcionamento da rede, o ministério investirá mais R$ 28 milhões para coletar e manter quatro mil amostras de sangue do cordão umbilical. Nos anos seguintes, esse custo cairá para R$ 14 milhões. Em cinco anos, toda a diversidade étnica brasileira será coberta com 20 mil amostras. No entanto, o Ministério da Saúde pretende ter armazenados, em oito anos, 50 mil cordões para atender à demanda de crianças e adultos. Uma amostra serve para uma pessoa de até 50 quilos. Geralmente, um adulto necessita de dois ou mais cordões. Dos dez bancos que constituirão a Brasilcord, o do Instituto do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, e do Albert Einstein, em São Paulo, já estão prontos para funcionar. Os demais receberão nos próximos meses investimentos do ministério para a compra de equipamentos. Para manter a integração dos bancos de sangue de cordão umbilical na rede, o Ministério da Saúde vai alimentar um sistema de informação com dados de todas as unidades. Assim, terá como fazer o monitoramento e o controle de qualidade e a distribuição segundo a lista única de receptores, que está centralizada no Sistema Nacional de Transplantes (SNT). À medida que forem surgindo possibilidades de realização de transplante, esses bancos serão consultados sobre as características das amostras de sangue de cordão umbilical armazenadas. Se houver necessidade, essas amostras serão transportadas até o local onde estiver o paciente aguardando a doação. Quando estiverem em funcionamento, os bancos de sangue permitirão que quase a totalidade dos pacientes seja capaz de encontrar no Brasil doadores compatíveis para a realização de transplante de medula óssea.