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Vaca louca: Brasil comprou sangue infectado

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Em nota oficial, a empresa Meigler Comércio Internacional S.A. admitiu, no início da noite de ontem, que importou amostras dos lotes dos produtos hemoderivados que estão sob suspeita de contaminação da síndrome de Creutzfeld-Jakobs, a variante humana do mal da vaca louca. A empresa é representante do laboratório britânico Bio Products Laboratory no Brasil e afirmou que os produtos foram usados somente em testes para a produção de outros medicamentos que seriam registrados posteriormente. Segundo o Ministério da Saúde, os hemoderivados Replenine VF 500, também chamado fator 9, produzido em 1995, e do Vigam (imunoglobulina), fabricado entre 1997 e 1998, que estão sob suspeita, não foram usados em humanos. De acordo com o jornal britânico The Times, a Grã-Bretanha exportou para ao menos 11 países derivados de sangue que poderiam estar contaminados com a doença. Desses países, entre eles o Brasil, cinco estariam em um grupo com maior risco de terem importado hemoderivados infectados no fim da década de 90. O governo britânico não divulgou quais seriam esses países. O governo da Grã-Bretanha está sendo alvo de críticas duras por não divulgar uma lista recém-elaborada de cinco países que estariam em risco ter recebido produtos derivados de plasma sangüíneo humano contaminados pela forma humana do mal da vaca louca. Há anos, Londres listara 11 países que importaram esses produtos da Grã-Bretanha antes de outubro de 1999 (período considerado de risco) - da qual o Brasil faz parte. Agora, após uma avaliação mais detalhada do perigo de contaminação através do sangue e derivados, o Departamento de Saúde também reduziu para cinco o número de países em que pacientes poderiam ter sido expostos ao agente causador da variante do mal de Creutzfeldt-Jakob. A mesma avaliação, feita após a descoberta de dois casos de contaminação por transfusão de sangue, levou o governo britânico a enviar cartas de alerta a 6 mil de cidadãos na semana passada. Os governos dos países na lista reduzida foram alertados na semana passada, mas a Grã-Bretanha se recusa a dizer quais são, sustentando que isso cabe a eles.

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