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FMI prev� crescimento de 4% para o Brasil este ano
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou ontem que a recuperação econômica do Brasil está ganhando força devido ao aumento das exportações e a uma crescente demanda interna, mas advertiu que para sustentar essa recuperação o país deve aprofundar suas reformas estruturais. O FMI prevê que o país deve crescer 4% neste ano, 0,5 ponto percentual a mais do que o projetado no relatório de abril, e 3,5% em 2005. ?Uma vez que os altos preços do petróleo causam uma desaceleração mais lenta da inflação, o recente aumento da taxa de juros de 16% ao ano para 16, 25% ao ano foi apropriada?, disse o Fundo em seu relatório semestral ?Perspectivas Econômicas Mundiais?. De acordo com o economista-chefe do Fundo, Ranghuran Rajan, o crescimento de 4% para este ano é uma cifra bem correta, acrescentando, no entanto, que ?o que realmente importa é a sustentabilidade? desse crescimento. O FMI projeta ainda inflação de 6,6% neste ano, caindo para 5,9% em 2005. No entanto, afirma o relatório, para que o Brasil mantenha esse crescimento é necessário que as reformas estruturais sejam estendidas e aprofundadas. De acordo com o relatório, a economia mundial crescerá 5% neste ano, 0,3 ponto percentual acima do previsto no primeiro semestre, mas adverte sobre os perigos da alta do petróleo. Já em 2005, o Fundo projeta crescimento da ordem de 4,3%, avanço de 0,1 ponto percentual em relação ao relatório anterior. Crédito preventivo Ontem, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que vai defender na reunião anual do FMI, no fim da semana, a idéia já lançada para que o organismo viabilize linhas preventivas a países com práticas econômicas sólidas. ?Vamos fazer um debate importante no Fundo sobre acordo preventivo. Temos defendido fortemente essa idéia?, afirmou a jornalistas após solenidade no Palácio do Planalto. Palocci reconheceu que o debate sobre o tema é polêmico dentro do FMI. ?Mas nós vamos manter nossa posição de que o Fundo deveria privilegiar instrumentos preventivos de apoio aos países?.