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FOTO PEDIDA POR BRUNO E DOM MOTIVOU CRIME
O MPF (Ministério Público Federal) denunciou três pessoas por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, mortos após uma emboscada no Vale do Javari, na Amazônia, no mês passado.
A justiça acatou o pedido e os três se tornaram réus. Os réus são Amarildo da Costa Oliveira (conhecido por “Pelado”), Oseney da Costa de Oliveira (“Dos Santos”) e Jefferson da Silva Lima (“Pelado da Dinha”), informou o órgão, que apresentou a denúncia ao juízo da Subseção Judiciária Federal de Tabatinga (AM). A Justiça recebeu a denúncia, o que torna os três réus a partir de agora.
O caso tramita em sigilo. “De acordo com o MPF, já havia registro de desentendimentos entre Bruno e Amarildo por pesca ilegal em território indígena. O que motivou os assassinatos foi o fato de Bruno ter pedido para Dom fotografar o barco dos acusados, o que é classificado pelo MPF como motivo fútil e pode agravar a pena”, diz um comunicado do MPF, que detalha o documento.
Bruno, servidor licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio), e Dom, correspondente do jornal britânico The Guardian, foram mortos a tiros no dia 5 de junho quando faziam o trajeto de barco da comunidade ribeirinha São Rafael para a cidade de Atalaia do Norte (AM), no Vale do Javari.
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O MPF destaca que Amarildo e Jefferson confessaram o crime, enquanto Oseney foi relacionado a ele por meio de depoimentos de testemunhas. Os três estão presos preventivamente em Manaus (AM) sem prazo limite para a detenção.
Além dos três suspeitos, a Polícia Federal também deteve em flagrante Rubens Villar Coelho. Conhecido como “Colômbia”, ele foi preso por uso de documento falso ao apresentar duas identidades, uma brasileira e outra colombiana, com nomes diferentes à delegacia da PF em Tabatinga (AM), onde havia ido voluntariamente prestar depoimento sobre o caso.