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Lula recebe petistas e pede empenho no 2� turno

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Deflagrado o segundo turno do pleito municipal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atuou ontem como articulador político. Em encontro no Palácio do Planalto, pediu a prefeitos petistas eleitos total empenho e atitude de militância na reta final dos pleitos. Disse a eles que a dedicação a favor dos candidatos do PT deve ser igual aos da base aliada. O presidente reuniu-se, ontem, com seis prefeitos eleitos de capitais para fazer um balanço sobre o desempenho do partido e dos aliados na eleição. Durante a reunião, o presidente pediu que os eleitos dêem ?sustentação? aos demais candidatos e que ajam como militantes, indo em eventos de campanha, subindo em palanques e gravando participações em programas de rádios e televisão. ?A única observação que Lula fez foi essa: agora que vocês estão eleitos, vamos trabalhar para eleger no segundo turno o maior número possível de prefeitos da base aliada. É importante para consolidar o governo federal?, disse o prefeito reeleito de Belo Horizonte (MG), Fernando Pimentel. Lula também pediu aos reeleitos João Paulo, de Recife (PE), e Marcelo Déda, de Aracaju (SE), atenção especial com a cidade de São Paulo, onde Marta Suplicy (PT) passou para o segundo turno atrás de José Serra (PSDB): ?Vocês dois, como nordestinos, têm de contribuir com São Paulo. Têm de colar nos imigrantes. Lá, em Guaianazes [zona leste da cidade], em vez do show do Zezé di Camargo e Luciano, vamos levar uma banda de forró?, disse Lula, segundo relato de um dos prefeitos presentes ao encontro. Antes do encontro, João Paulo, prefeito reeleito de Recife, já havia manifestado preocupação do partido com o caso da capital paulista: ?Em São Paulo, o partido tem a necessidade de ganhar a eleição. Acho que o partido não pode perder essas eleições lá?. Lula deixou claro aos interlocutores que deve atuar de maneira discreta. ?O presidente não participará diretamente da campanha. Ele vai, no momento que achar conveniente, como aconteceu no primeiro turno, manifestar sua opinião favorável aos candidatos do PT e da base aliada?, afirmou o presidente do PT, José Genoino. A idéia é evitar que o presidente entre em novas polêmicas, como a declaração de apoio a Marta no primeiro turno do pleito em inauguração de uma obra. O fato, ocorrido num evento oficial da Presidência, acabou lhe rendendo uma ação judicial. Lula chegou a pedir desculpas pelo ato.

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