loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Corpo de sertanista � enterrado hoje no RJ

Ouvir
Compartilhar

A Polícia Federal está acompanhando as investigações que estão sendo feitas pela Polícia Civil de Rondônia em torno do assassinato do sertanista Apoena Meirelles, ocorrido sábado à noite, em Cacoal (RO). A informação foi dada ontem pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. ?A princípio, os indícios apontam para latrocínio, mas todas as hipóteses estão sendo investigadas?, afirmou Barreto, ao chegar à sede da Funai, onde o corpo de Apoena foi velado até o fim da manhã. O secretário-executivo lembrou que Apoena estava fazendo um trabalho com os índios cinta-larga numa região de garimpo fechada pelo governo, na Reserva Roosevelt. Ele reconheceu que o fechamento do garimpo contrariou interesses. ?Mas, a princípio, não parece que houve ligação entre esse trabalho e o assassinato?, observou. Barreto disse, ainda, que será muito difícil substituir Apoena nesse trabalho. Estavam presentes no velório dois dos quatro filhos do sertanista, Tainá e Francisco. Eles disseram que ainda é cedo para afirmar se houve latrocínio ou morte encomendada e que preferem esperar o resultado das investigações. ?Ouvi várias versões, não sei qual é a oficial, mas espero que a justiça seja feita?, disse Tainá Meirelles, 28 anos, que mora na Suíça. Tainá relatou que o presidente da Funai, Mércio Pereria Gomes, pediu desculpas a ela por ter destacado seu pai para trabalhar na reserva dos cinta-larga. Mas ela disse que não era preciso ele desculpar-se, porque seu pai morreu fazendo o que gostava, e que os cinta-larga eram como filhos para Apoena. ?As pessoas sofrem mais na rua do que na reserva indígena?, disse Tainá. Funcionários da Funai disseram achar estranha a versão de latrocínio, observando que todos os tiros desferidos pelos assassinos foram certeiros, mais parecendo um trabalho de profissional. O corpo de Apoena saiu da sede da Funai ao meio-dia e foi embarcado num vôo da TAM que saiu de Brasília às 14h30 com destino ao Rio. Na capital carioca, está sendo velado no Cemitério do Caju, onde será enterrado hoje, às 10 horas. Porte de arma Ontem, o chefe de gabinete da Presidência da Funai, Roberto Lustosa, informou que o sertanista Apoena Meirelles deveria chegar no domingo a Brasília para, ontem, fazer exame psicotécnico para tirar porte de arma na Polícia Federal. Ele, no entanto, não vinculou esse fato ao assassinato do sertanista. Segundo Lustosa, o porte de arma é normal para quem trabalha em área de risco, como o da Reserva Roosevelt. Poder de polícia Também ontem, o presidente substituto da Funai, Roberto Lustosa, disse que o Ministério da Justiça estuda a possibilidade de conceder poder de polícia aos funcionários da instituição, vítimas de constantes ameaças de morte.

Relacionadas