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Dois corpos s�o encontrados nos escombros em PE

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As equipes de resgate encontraram, na manhã de ontem, mais dois corpos nos escombros do edifício Areia Branca, que desmoronou na noite da última quinta-feira em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco. Ontem à tarde, foi identificado o corpo de uma das vítimas: Alcebíades Júnior. Ele estava ao lado de uma outra vítima, cujo corpo só foi retirado do local no início da noite. Alcebíades fazia trabalho extra de segurança do edifício, quando o prédio caiu. A terceira vítima desaparecida ainda não foi encontrada pela equipe que realiza as buscas no local. Foram soterrados com a queda do edifício, além de Alcebíades Júnior, o porteiro do prédio, Antônio Félix dos Santos, de 38 anos (cujo corpo foi encontrado na última sexta-feira) e os trabalhadores Cícero Júnior e Ivanildo Martins, contratados pela empresa Jatobeton Engenharia para fazer os reparos na estrutura do prédio. Os bombeiros continuam o trabalho de remoção ininterrupta dos escombros. O processo é lento, pois existe o risco de desabamento, o que pode prejudicar ainda mais a retirada dos corpos. A primeira vítima encontrada foi o porteiro do edifício, Antônio Félix dos Santos, de 38 anos. O corpo dele foi encontrado na manhã da sexta-feira. O número de máquinas usadas na operação de resgate foi reforçado ontem. Agora são doze caminhões fazendo o transporte dos entulhos e seis retro-escavadeiras trabalhando na remoção dos escombros. Parentes das vítimas se queixam da demora na retirada dos escombros. Desde o início da operação, ainda na noite de quinta-feira, apenas 40% do entulho foi retirado. De acordo com o diretor de Operações do Corpo de Bombeiros, Coronel Utra, a retirada total dos entulhos deve demorar ainda entre dez e doze dias. Para o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Ricardo Santana, o trabalho de resgate não pode ser feito com pressa, mas sim com segurança para as pessoas que ainda estão soterradas. ?Temos que trabalhar com segurança para causar o menor dano às vítimas que estão sob os escombros?, disse, completando que ainda acredita ser possível achar sobreviventes. As famílias que moravam no Areia Branca acompanham o trabalho de remoção dos entulhos, em busca de encontrar algum pertence. Segundo a agente de viagem Alda Rizuto, a espera é por algum objeto da história familiar. Os moradores de um dos prédios vizinhos puderam entrar no local por 15 minutos, no domingo, para retirar alguns pertences. A estudante Roberta Leite disse que conseguiu retirar roupas e um celular ?para manter contato com a família?. Já as famílias do Solar da Piedade, prédio mais danificado, não puderam entrar. O governo estadual contratou três engenheiros para avaliar se os edifícios vizinhos correm risco de desabar. De acordo com Gilsy Brasileiro, um dos engenheiros, o trabalho de perícia inicial concluiu que houve danos em alguns apartamentos, mas não na estrutura central dos prédios. Por precaução, foi determinado que os moradores só poderão retornar aos imóveis até que se esclareça porque o Areia Branca caiu. ?Uma palavra final só será possível depois da remoção de todo o escombro e de uma análise da estrutura e do solo?, explicou Gilsy Brasileiro. Edifício é interditado Três dias após o edifício Areia Branca ter desabado, um prédio em Jardim Atlântico, Olinda, foi interditado pela Coordenadoria de Defesa Civil do município.

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