Nacional
Vendas no com�rcio alagoano cresceram 17,41% em agosto
CRISTINA LIMEIRA As vendas no comércio varejista alagoano apresentaram aumento de 17,41% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o ritmo de vendas tenha sido menor em relação ao mês de julho, que apresentou um índice de 19,52%, o resultado está acima da média nacional. Em nível nacional, a taxa ficou em 7,53%, também inferior ao resultado apresentado em julho que foi de 12,04% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. É o nono mês consecutivo que o comércio brasileiro apresenta crescimento nas vendas. Além de apresentar sucessivo crescimento, Alagoas tem ficado entre os cinco estados do país a apresentar as maiores taxas com relação ao volume de vendas. Em agosto, de acordo com o IBGE, as maiores taxas ocorreram em Rondônia (24,05%), Acre (22,01%), Amazonas (21,57%), Mato Grosso (21,28%) e Alagoas (17,41%). Somente em Maceió, segundo pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, as vendas no comércio varejista apresentaram alta de 8,79% em agosto, na comparação com o mesmo período de 2003. É o sexto mês seguido de alta, de acordo com o economista e responsável pela pesquisa, Sílvio Costa. ?A campanha liquida Maceió, realizada em março, deu um impulso nas vendas que se mantiveram em um ritmo crescente até o mês de agosto?, comemora o economista acrescentando que a situação deu ânimo aos lojistas que durante o ano de 2003 amargaram prejuízos. Em nível geral, um dos destaques do comércio foi o setor de móveis e de eletrodomésticos. As vendas cresceram quase 30% em agosto em relação ao mesmo período do ano passado. O segredo do sucesso está no crediário, utilizado pelos consumidores em função da elevação do nível de emprego, e também da regularização dos inadimplentes. Tudo isso é reflexo do gradual embora tímido crescimento da economia nacional. ?O comércio funciona como uma espécie de termômetro. Se ele vai bem, os demais setores da economia também vão?, resume Sílvio Costa.