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Interpol procura na Europa menino seq�estrado no Brasil

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A pedido da Representação Regional no Rio de Janeiro, a Interpol deveria começar a procurar ontem mesmo, na Europa, um menino de cinco anos enviado ilegalmente para a Espanha no dia 8 de abril de 2003. A psicóloga portuguesa Maria Cecília Gonçalves Brandão de Menezes, de 53 anos, presa na última terça-feira por agentes de Polícia Federal, registrou falsamente o menino como seu filho em um cartório da Tijuca, zona norte do Rio, no dia 31 de janeiro de 2003. Ela obteve passaporte brasileiro com certidão falsa e, em 4 de abril de 2003, embarcou o menino no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, em companhia do marido brasileiro. Os agentes ainda não sabem onde o menino nasceu e nem quem são seus pais verdadeiros. Segundo consta na certidão, ele teria nascido em casa e não em maternidade no dia 6 de janeiro de 1999. Maria Cecília veio para o Brasil em 1° de setembro de 2002 e obteve o direito de permanência em dezembro do mesmo ano, com base em registro de casamento com um cidadão brasileiro. A psicóloga era procurada internacionalmente por condenação por fraudes cometidas em Portugal. Foi presa em frente ao prédio onde morava, na Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, 99, Copacabana, na zona sul. A Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), da Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro (SR/RJ), deveria instaurar ontem inquérito policial para apurar se houve tráfico de menores, com base no artigo 239 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90). Maria Cecília foi encaminhada para o Presídio Nélson Hungria, onde está à disposição do Supremo Tribunal Federal para fins de extradição, podendo ainda responder no Brasil por outros crimes que teria cometido no país.

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