Nacional
Rebeldes elevam press�o sobre os EUA no Iraque
Rebeldes aumentaram ontem a pressão sobre aliados militares dos EUA no Iraque ao seqüestrarem uma polonesa e manter um civil japonês sob ameaça de morte. Uma britânica ainda se encontra nas mãos de seqüestradores desconhecidos. A crise dos reféns no Iraque aumentou diante da crescente expectativa de uma ofensiva militar americana contra as cidades rebeldes de Falluja e Ramadi. Ontem, a rede de TV árabe Al-Jazeera divulgou um vídeo mostrando uma mulher, não-identificada, sentada entre dois homens mascarados, um deles com uma arma apontada para a cabeça das vítimas. Nas imagens era possível ver uma faixa negra com o nome de um grupo Abi Baqr al-Siddiq al-Salafyia, até então desconhecido. Os seqüestradores disseram que a polonesa trabalha para as Forças dos EUA no Iraque e exigem que a Polônia retire suas tropas do país como condição para libertar a refém. Segundo a rede Al-Jazeera, o grupo também exigiu a libertação de todas as iraquianas presas no Iraque. O ministro da Defesa polonês, Jerzy Szmajdzinski, disse que a mulher não fazia parte do contingente militar do país no Iraque e afirmou que Varsóvia não cederá às exigências dos rebeldes. Ontem, o Japão pediu ajuda da comunidade internacional para libertar o civil japonês Shosei Koda, de 24 anos, capturado no Iraque há quatro dias. O pedido de ajuda foi feito a menos de 24 horas do fim do prazo dado pelos seqüestradores para que Tóquio retire suas tropas do território iraquiano. O grupo extremista do jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, apontado como aliado da Al-Qaeda no Iraque, disse na quarta-feira, em um vídeo divulgado pela Internet, que mataria Koda dentro de 48 horas se o Japão não atendesse sua exigência. O primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, um aliado fiel do presidente americano George W. Bush, repetiu que as forças de Tóquio não participam de missões de combate e continuarão no sul do Iraque. O governo japonês enviou cerca de 550 soldados para Samawa, 270 quilômetros ao sul de Bagdá, para trabalho humanitário e de reconstrução.