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Arafat chega � Fran�a e faz exames m�dicos
Médicos franceses - incluindo especialistas em sangue - começaram a examinar o líder palestino Iasser Arafat, 75, ontem depois de sua internação no hospital militar Percy, em Calmart, a sudoeste de Paris [capital francesa]. O governo palestino diz que Arafat está com sua saúde debilitada por causa de uma forte gripe, mas especula-se a possibilidade de o líder palestino estar com leucemia, devido a informações apresentadas em seu exame de sangue feito quando ele ainda estava na Cisjordânia. Seu estado de saúde tornou-se bastante delicado na última quarta-feira (27), quando, após vomitar, ele desmaiou e teria ficado inconsciente durante dez minutos. ?Os médicos do hospital estão cuidando de Arafat. Nesse momento, ele está em seu quarto. Os médicos estão fazendo todos os exames necessários para estabelecer um diagnóstico?, declarou Leila Shahid, representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na França. Ela disse, ainda, que o diagnóstico de Arafat só será conhecido dentro de alguns dias. O hospital em que Arafat está internado tem um moderno departamento de hematologia no qual pacientes com doenças causadas por problemas no sangue fazem tratamento. O Ministério da Defesa palestino confirmou que Arafat está sendo atendido por especialistas dessa área no hospital. ?Arafat está muito cansado, mas consciente e aliviado por estar aqui. Ele me pediu para agradecer às autoridades francesas e ao hospital pelo acolhimento. Ele está feliz por estar na França?, afirmou Shahid, acrescentando que foi o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, quem fez o pedido à França para receber Arafat. Futuro no Oriente Médio Há muitas dúvidas sobre qual será o caminho político e militar do Oriente Médio após a morte de Arafat (ou Mohammad Abdel Rauf Arafat al Qudwa al Husseini). Apontado como terrorista, dois anos confinado em seu próprio QG em Ramallah, Arafat já não significa nada para o governo de Ariel Sharon, premier de Israel. Mas para o ?restante? do Oriente Médio, sua imagem ainda significa muito. Especialmente para a população árabe mais pobre, confinada em enormes campos de refugiados.