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Caixa reduz juros para compra da casa pr�pria

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A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou ontem mudanças nas regras do programa Carta de Crédito Caixa (com recursos próprios) para facilitar o acesso das famílias de classe média aos financiamentos habitacionais. Entre as principais alterações estão a redução da taxa de juros de 13,7% para 12,5% ao ano e o aumento do prazo de pagamento do empréstimo de 15 anos para 20 anos. Além disso, o limite de crédito subiu de 60% para 80% do valor do bem. As mudanças valem para a compra de imóveis novos e usados. De acordo com cálculos da Caixa, com as mudanças nas condições de financiamento o valor da prestação vai cair em torno de 15%. Um mutuário que pagava uma prestação de R$ 3.735 pelo financiamento da compra de uma casa de R$ 200 mil, por exemplo, durante 15 anos, passará a pagar R$ 3.257 em 20 anos. A Caixa também criou uma linha de financiamento para compra de imóvel na planta, com juros de 12% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). Nessa modalidade, o prazo de financiamento é de 20 anos, com limite de crédito de 90% do valor do imóvel. Ao todo, a instituição vai liberar mais de R$ 500 milhões para as linhas de crédito habitacional com recursos próprios, destinadas às famílias com renda mensal superior a R$ 4.500. Este ano, já foram contratados até agora outros R$ 300 milhões. Recursos do FAT Segundo a gerente nacional de Crédito Imobiliário da Caixa, Mara Lúcia Sotério, a demanda por imóvel usado é muito grande. Ela lembrou que a classe média ficou cerca de dois anos fora dos empréstimos habitacionais com recursos próprios da Caixa. Em meados de 2001, durante o processo de reestruturação patrimonial da instituição, os financiamentos foram fechados, tendo sido reabertos apenas em meados do ano passado. Outra mudança importante foi feita no programa Carta de Crédito, que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar a aquisição de imóveis usados. Neste caso, a cota de financiamento subiu de 70% para 90% do valor do bem. Além dessas alterações, a Caixa Econômica Federal informou que concluiu a regulamentação do programa Apoio à Produção Imobiliária, financiamento direto às construtoras com juros de 10,16% ao ano. Criado no início deste ano, o programa recebeu R$ 300 milhões do FGTS, mas até agora não tinha saído do papel, o que deve acontecer no fim de novembro. Para agilizar os empréstimos da linha de crédito para construção com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que está parada na Caixa ? este ano, apenas R$ 35 milhões foram contratados, dos R$ 200 milhões repassados pelo fundo, que é formado com as contribuições do PIS-Pasep ? a instituição informou que pretende reduzir a burocracia e trocar a Carta de Crédito, que exige apresentação de notas fiscais, pelo cartão de crédito. Baixa renda Já para as famílias de baixa renda, começam a valer em dezembro as novas regras do Programa de Crédito Associativo, voltado sobretudo para a construção de casas populares. Quarta-feira, o Conselho Curador do FGTS destinou ao programa R$ 1 bilhão e ainda reduziu a taxa de juros paga pelos mutuários de 8,16% para 6% ao ano para famílias com renda de até R$ 1.560. Antes, esses benefícios estavam restritos às famílias com renda de até mil reais. Na prática, o governo federal aumentou os subsídios do FGTS, que agora passam a cobrir a taxa de administração cobrada pelo agente financeiro, assim como o spread (diferença entre os juros cobrados do mutuário e a remuneração do FGTS).

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