Nacional
Cachoeira entrega grava��o de Andr� Luiz � PF
O empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entregou duas fitas que teriam gravadas conversas entre o sócio dele e o deputado André Luiz (PMDB-RJ) ao delegado Moura Velho, da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Cachoeira acusa o deputado de cobrar propina de R$ 4 milhões para retirar o nome dele da CPI da Loterj. A Superintendência da PF confirmou o recebimento de três CDs entregues por Cachoeira. O conteúdo dos CDs, no entanto, não foi divulgado. Acompanhado por dois advogados, Cachoeira disse que provará as ?maquinações? que teriam sido feitas na elaboração do relatório final da CPI. O relatório, aprovado nesta semana na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, pede a prisão de Cachoeira e do ex-presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, por 12 crimes. O relatório será encaminhado ao Ministério Público, que vai analisar a possibilidade de apresentar denúncia à Justiça. A Superintendência da PF informou que as fitas serão encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por se tratar de denúncias envolvendo o deputado federal, que tem imunidade parlamentar, a abertura de inquérito depende de autorização do Supremo. O caso será acompanhado pela Procuradoria-Geral da República. Investigação na Câmara A Câmara dos Deputados também investiga a suposta participação do deputado André Luiz nas negociações de propina desde quarta-feira, quando foi aberta comissão de sindicância para apurar as denúncias. A comissão deve se reunir novamente na semana que vem. A comissão é composta por cinco deputados, integrantes do Conselho de Ética: Iriny Lopes (PT-ES), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), Ricardo Izar (PTB-SP) e Severiano Alves (PDT-BA), coordenados pelo Corregedor da Câmara, deputado Luiz Piauhylino (sem partido-PE). O corregedor informou que as primeiras providências adotadas pela comissão foram a designação de um relator para o caso, a convocação do deputado André Luiz e a requisição da fita que deu origem à reportagem divulgada na última edição da Revista Veja. A relatora da Comissão de Sindicância, deputada Iriny Lopes (PT-ES), não descarta a possibilidade de tomar o depoimento de Carlinhos Cachoeira. ?A decisão sobre se outras pessoas serão ouvidas será feita com base nos documentos e na fita que nós vamos estudar. Não há uma decisão prévia?, disse. A deputada tem prazo de 20 sessões para apresentar um parecer.