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Chefes de Estado discutem fome, pobreza e d�vida externa no Rio
Os chefes de Estado de 19 países da América do Sul, América Central e México, integrantes do Grupo do Rio, estarão no Rio de Janeiro amanhã e sexta-feira para participar da 18ª reunião do bloco. Ao final do encontro, os governantes deverão aprovar um documento com propostas para promover a cooperação entre os países em diversas áreas, além da solução de conflitos políticos. Três temas devem ser discutidos: o encontro de líderes mundiais para ações contra a fome e a pobreza, a cooperação internacional com o Haiti e a criação de um fundo de investimentos para financiar os países do bloco. O esboço do documento começou a ser elaborado em reunião dos Coordenadores Nacionais, ontem, no Hotel Copacabana Palace. Hoje, o documento será analisado pelos chanceleres de cada país. Amanhã, ele será finalizado pelos chefes de Estado. Para garantir a segurança das delegações, o policiamento na cidade foi reforçado. Ao todo, 1,8 mil homens do Exército, Marinha, Aeronáutica, polícias Federal, Civil e Militar estão envolvidos no esquema. Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já confirmaram presença os presidentes da Argentina, México, Costa Rica, Uruguai, Guiana, República Dominicana, Bolívia, Colômbia e Chile. O Grupo do Rio foi criado em 1986 com o objetivo de consolidar a democracia a partir do desenvolvimento econômico e social, em um processo de cooperação e integração dos países membros. Além do Brasil, também participam Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai, Panamá, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Segundo fontes diplomáticas, um dos assuntos que mais preocupam os países latino-americanos que integram o Grupo do Rio são as restrições que a antiga e pesada dívida externa impõe aos planos sociais e de desenvolvimento. O tema já foi tratado na última Cúpula do Grupo do Rio, realizada na cidade peruana de Cuzco, onde o país anfitrião propôs a criação do que denominou ?mecanismos financeiros inovadores?. Na época, o Peru propôs que 20% da dívida que os países latino-americanos têm com os organismos do Clube de Paris se converta em investimento, sobretudo na área de infra-estrutura. No entanto, segundo fontes brasileiras, essa proposta foi descartada por não servir a todos, pelas diferentes estruturas da dívida externa da América Latina.