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Bush lista prioridades e diz que usar� seu capital pol�tico

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Washington - O presidente dos EUA, George W. Bush, delineou ontem as prioridades do seu segundo mandato, dizendo que trabalhará com aliados na guerra ao terror e com a oposição democrata para unir o país. Em sua primeira entrevista coletiva a jornalistas após vencer as eleições presidenciais da terça-feira, Bush passou por uma situação de constrangimento. Ele parecia ter sido pego de surpresa quando um repórter perguntou como ele se sentia diante da morte do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat. ?Primeiro, o que eu posso dizer é que Deus abençoe a alma dele?, disse Bush, com o rosto sério, dando a entender que não sabia dos últimos desdobramentos sobre o estado de saúde de Arafat. ?Segundo, eu quero ver um Estado palestino livre ao lado de Israel?, acrescentou. Durante a entrevista, Bush reconheceu que algumas das decisões tomadas no passado em resposta ao terrorismo foram impopulares em muitos países, mas, segundo ele, mostraram-se eficientes e que, por isso, ele continuará a promover a liberdade no mundo. ?Essa será a parte central da minha política externa?, disse Bush. ?Tomei algumas decisões muito difíceis, decisões para nos proteger, decisões para expandir a liberdade?, disse ele. Bush conseguiu quase 55 milhões de votos dos americanos, tornando-se o presidente mais votado da história dos EUA. ?Ganhei capital político e pretendo gastá-lo?, disse ele. Eleito pela maioria do voto popular, mas em uma nação dividida, Bush, em tom conciliatório, disse que está totalmente aberto ao diálogo com o oposicionista Partido Democrata e com os aliados da União Européia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para recuperar a unidade nacional e de ação. ?Quaisquer que tenham sido nossas diferenças no passado, compartilhamos um inimigo comum?, disse Bush, em tom sombrio.

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