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Escolha de vice repercute no Congresso

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O vice-presidente José de Alencar foi escolhido para o cargo de ministro da Defesa graças a seu trânsito junto aos militares e também pelo seu perfil de um típico político mineiro, afável e sem ressentimentos. Alencar não tem arestas com os militares, não foi um militante político e não se envolve em discussão como abertura de arquivos da ditadura. A transmissão do cargo será na próxima segunda-feira, às 11h, no Planalto. A escolha de Alencar para o cargo de ministro da Defesa dividiu as opiniões dos partidos no Congresso e pôs a reforma ministerial em pauta novamente. ?Foi muito negativa a nomeação de Alencar. Vice é vice, ministro é ministro. O vice tem um papel institucional e o ministro da Defesa tem outro. A mistura não é positiva para o país?, afirmou o vice-presidente do PFL, senador José Jorge (PE). Já o vice-presidente da Câmara, Inocêncio Oliveira (PFL-PE), acha que é normal a escolha de Alencar porque vice sempre tem bom trânsito. Segundo ele, o ministro estava muito desgastado, tanto pelo aumento dos militares, menor do que o prometido, quanto pela divulgação da nota do Exército sobre as fotos atribuídas a Herzog. O líder do PMDB na Câmara, José Borba (PR), disse ver com naturalidade a demissão do ministro da Defesa, José Viegas. Borba disse que é normal o rearranjo do ministério e mostrou-se confiante de que o cargo seja usado para consolidar a base do governo, numa futura reforma ministerial. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que Viegas era um ministro importante para o governo, mas se desgastou com o episódio Herzog.

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