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PF prende empres�rios e pol�ticos acusados de fraudar obras no AM

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A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã de ontem, os empresários Fernando Flexa Ribeiro e Eduardo Boullosa, em Belém, e o empresário Luís Eduardo Monteiro, em Minas Gerais. As prisões fazem parte da operação Pororoca, que cumpre mandados de prisão, busca e apreensão no Pará, Amapá, Minas Gerais e Distrito Federal. Flexa Ribeiro é suplente do senador Duciomar Costa (PTB), eleito prefeito em Belém. Também já foi presidente da Federação das Indústrias do Pará e é sócio da construtora Engeplan. As investigações demoraram dois anos e indicam que 17 grandes obras foram fraudadas no Amapá desde 2002. O desvio de verbas teria sido de R$ 103 milhões. Eduardo Boullosa é sócio da construtora Habitare. Os dois são acusados de participar de irregularidades em licitações públicas no Estado do Amapá e foram presos em casa. São quatro mandados de prisão no Pará. Os dois outros mandados não haviam sido cumpridos porque os empresários ainda não foram encontrados. São eles José Freire da Silva Ferreira, que estaria em Marabá, e o gerente comercial da construtora Queiroz Galvão, José Ivanildo Lopes, que estaria em Brasília, segundo a PF. Flexa Ribeiro e Eduardo Boullosa foram transferidos para Macapá, onde foram apresentados ao juiz Anselmo Silva, da comarca de Macapá, que decretou a prisão temporária dos empresários. As prisões têm prazo de cinco dias, mas podem ser prorrogadas por mais cinco. Antes de ser levado ao aeroporto, o empresário Flexa Ribeiro disse que ?não havia nada que justificasse essa violência e arbitrariedade?. A versão do empresário é de que a empresa Engeplan teria desistido da concorrência por não preencher as condições técnicas necessárias do edital. O empresário mineiro foi preso na casa dele, no Bairro Santa Lúcia, na zona sul da capital mineira, por equipes da Polícia Federal de Minas Gerais, em cumprimento ao mandado de prisão temporária e de busca e apreensão, expedido pela Justiça Federal do Amapá. Agentes da PF apreenderam na casa do acusado, seis agendas e algumas notas fiscais. Luís Eduardo está preso na carceragem da Supe-rintendência da PF em Belo Horizonte à disposição da Justiça e, se necessário, pode ser transferido para Macapá. Em Macapá, foram presos 10 empresários da construção civil que participaram de obras realizadas com recursos federais. Entre eles, está o ex-senador Sebastião Bala Rocha, que se candidatou a prefeito da capital nas últimas eleições.

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