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Policiais ainda procuram 14 suspeitos de integrar a m�fia dos combust�veis

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A Polícia Federal ainda procura 14 suspeitos de integrar a máfia dos combustíveis. Quarenta e duas pessoas já foram presas na operação Poeira no Asfalto, entre elas, 22 policiais rodoviários federais. No pátio da PF do Rio de Janeiro estão os sinais do poder econômico dos policiais rodoviários presos na operação: dois carros ? um deles importado ? e duas motos possantes, que pertencem ao chefe de um posto da polícia no Rio. Um carro avaliado em mais de R$ 150 mil também pertence a um dos acusados. Quatrocentos mil reais em dinheiro foram apreendidos na casa de um fiscal de renda, que trabalhava num posto de fiscalização no sul do Estado. A PF vai investigar os bens dos integrantes da quadrilha. Os investigadores não têm dúvidas de que o salário dos acusados não era compatível com o patrimônio que eles adquiriram nos últimos anos. Os presos vão responder por vários crimes, entre eles, formação de quadrilha, corrupção e sonegação fiscal. ?Hoje, a questão do combustível é tão grave quanto a do narcotráfico, uma vez que gera riquezas que fazem verdadeiras fortunas, com crimes também?, afirmou Cláudio Nogueira, delegado da Polícia Federal. A maioria dos policiais rodoviários presos mora em apartamentos de luxo. Além do Rio de Janeiro, o esquema envolvia mais dois estados: Paraná e São Paulo. Em Presidente Prudente, no interior paulista, três pessoas foram presas e os agentes apreenderam disquetes e computadores usados na fabricação de notas fiscais falsas. Outro integrante da quadrilha, Wanderley Celestino de Oliveira, foi preso em Catanduva. Com ele, a polícia encontrou documentos que serão investigados.

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