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Governo faz nova tentativa para manter o PMDB na base aliada

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O governo faz outra tentativa, amanhã, de evitar a saída do PMDB da base aliada. O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, vai almoçar com o presidente do partido, Michel Temer. A sigla é a maior bancada do Senado e a segunda maior da Câmara, além de ter dois ministérios. Em reunião da Executiva Nacional com líderes partidários, foi marcada uma convenção no próximo dia 12 para decidir sobre a permanência no governo. Os peemedebistas se dividem entre os que querem continuar, os que querem ser oposição e lançar candidatura própria à Presidência e os que querem entregar os cargos, mas sem ir para a oposição. Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou ontem o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), em visita a Maceió. O tema principal, no entanto, foi a reeleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, já que Calheiros quer ocupar a vaga do atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O assunto foi discutido no avião presidencial durante o retorno a Brasília. Para segurar o PMDB no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convenceu, na semana passada, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) a sepultar a idéia de reeleição dele à presidência da Câmara e de José Sarney à presidência do Senado. Ao mesmo tempo, estuda reforma ministerial que passa pela ida de José Dirceu (Casa Civil) para comandar a Câmara e por rearranjo no primeiro escalão maior do que desejava. Essa operação, consumada até fevereiro de 2005, serviria para Lula montar equipe baseada nas forças que apoiarão sua reeleição em 2006. No cenário principal, Ricardo Berzoini (Trabalho) iria para a Casa Civil. Ele é visto por Lula como bom gerente e daria perfil mais administrativo à Casa Civil. Com trânsito na oposição e experiência administrativa, o governador Jorge Viana (PT-AC) é outra opção para a Casa Civil. Recusa Temer, que defende a ida para a oposição, recusou um convite para jantar com Rebelo na semana passada. Na ocasião, o ministro e os peemedebistas presentes, todos da ala governista, traçaram a situação do partido no país. Isso porque, na reunião da Executiva na semana passada, os peemedebistas alinhados com o Planalto conseguiram incluir no processo de decisão sobre a saída do governo a realização de convenções estaduais. O objetivo é medir o pulso das bases e tentar tirar o respaldo da cúpula do PMDB. Para os governistas, a maioria dos estados quer continuar no governo, mas a oposição tem maioria na convenção. O número de votos varia com a quantidade de militantes. Seja qual for o resultado, os governistas não estão dispostos a deixar cargos. O presidente do PT, José Genoino, entrou na força-tarefa que tenta acalmar o PMDB. Mas enquanto a sigla se uniu para dizer que não há entendimento com o governo sem discutir as eleições de 2006, o PT não quis antecipar a discussão.

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