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Copom eleva taxa b�sica de juros para 17,25%

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou ontem pela terceira vez consecutiva a taxa básica de juros da economia, a Selic, que passa de 16,75% ao ano para 17,25% ao ano. Não foi adotado viés. Ou seja, a taxa não pode ser alterada antes da reunião de dezembro. A decisão de ontem foi unânime, já era esperada pelo mercado e reflete a piora das expectativas em relação aos preços. O indicador da inflação oficial do governo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) passou de 0,33% em setembro para 0,44% em outubro. No ano, a inflação acumulada é de 5,95%, acima da meta de 5,5% para 2004. Para o ano que vem, a meta é de 4,5%. Em ambos os casos, há uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Desde setembro, quando aumentou a Selic de 16% para 16,25% ao ano, o BC tem mostrado que está firme em sua posição de ser menos tolerante a choques que possam ameaçar a estabilidade de preços. No mês passado, o aumento foi de 0,5 ponto, para 16,75%. O BC eleva o juro para deixar o crédito mais caro e conter o consumo. Assim, evita que a inflação saia do controle. A acomodação da atividade industrial e o recuo dos preços do petróleo no mercado internacional não foram suficientes para brecar o aperto monetário por parte do BC. Em setembro, a produção industrial ficou estável em relação ao mês anterior após seis meses de crescimento, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A autoridade monetária teme que as empresas se aproveitem do crescimento econômico para repassar aos consumidores o aumento de custos, recompondo a margem de lucro. A cautela do governo revela o temor da falta de investimentos - se eles não forem feitos no nível necessário, é possível uma crise de demanda, o que pressionaria ainda mais os preços. No entanto, economistas contrários ao aperto fiscal e o setor industrial defendem que não há demanda suficiente para pressionar os preços. Eles defendem que esse aumento é causado pelo choque de custos - elevação do preço de matérias-primas.

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