Nacional
Emprego na ind�stria atinge n�vel de crescimento recorde
Rio de Janeiro - O emprego na indústria brasileira atingiu em setembro o maior patamar desde janeiro de 2001, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a Pesquisa de Emprego e Salário na Indústria. De agosto para setembro, o setor contratou 1% a mais de mão-de-obra, na quinta alta consecutiva neste tipo de comparação. No confronto com setembro do ano passado, a indústria registrou aumento de 3,5% no total de postos de trabalho. Na avaliação do técnico da coordenação de Indústria do IBGE André Macedo, o bom resultado para o mercado de trabalho formal do setor reflete a expansão da produção apresentada ao longo de 2004. A produção cresceu por seis meses consecutivos até agosto e estabilizou em setembro deste ano. ?Todos os resultados para o mercado de trabalho da indústria devem-se ao maior dinamismo da atividade industrial?, afirmou Macedo. Ele acrescenta que a alta do emprego ocorre de forma espalhada entre os setores e as regiões pesquisadas, puxada pelos segmentos exportadores ou aos relacionados à produção de máquinas, equipamentos, automóveis e eletrodomésticos. O IBGE também apurou expansão de 0,3% na folha de pagamento industrial (total de salários mais benefícios) em setembro em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2003, a alta da folha de pagamento foi de 10,2%. A folha média real, que equivale ao que cada empregado recebeu, também registrou crescimento na comparação com setembro do ano passado, de 6,5%. A indústria do Rio foi a única a demitir em setembro quando se compara com setembro do ano passado, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do IBGE. Enquanto a indústria nacional, na média, registrou crescimento de 3,5% no número de postos de trabalho em setembro em relação a setembro do ano passado, no Estado do Rio, o contingente de trabalhadores no setor foi reduzido em 2%. São Paulo e Minas Gerais, ao contrário, foram os que mais ajudaram a elevar o nível do emprego, com altas de 2,2% e 7,4%, respectivamente, no total de postos de trabalho.