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TESTEMUNHA LIGA LÍDER DE PESCA ILEGAL A CASOS DE BRUNO E DOM
Uma testemunha sob proteção da polícia fez uma conexão entre os casos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, mortos em junho deste ano, e do assassinato de Maxciel Pereira dos Santos, funcionário da Funai, em setembro de 2019.
A testemunha, cujos depoimentos são usados na investigação da Polícia Federal sobre um esquema de pesca ilegal no Vale do Javari, afirmou que Maxciel foi morto porque as apreensões de pescados que fazia causaram grandes prejuízos ao suposto líder do esquema. O crime segue sem esclarecimento até hoje.
O líder do grupo criminoso, segundo a PF, é o colombiano Ruben Dario da Silva Villar, o Colômbia, que teria sofrido os prejuízos com as apreensões de peixes feitas por Maxciel.
Colômbia lidera e financia o esquema de pesca ilegal na terra indígena Vale do Javari e nas imediações, conforme a PF. A região fica na tríplice fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia.
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Integrantes desse grupo criminoso assassinaram Bruno e Dom em junho, segundo denúncia apresentada à Justiça Federal pelo MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas.
Colômbia está conectado aos dois crimes, conforme a testemunha levada em conta pela PF. A identidade da testemunha, que está sob proteção, não é revelada.
No caso de Bruno e Dom, a embarcação usada pelo pescador Amarildo Oliveira, o Pelado, para cometer o duplo homicídio foi comprada por Colômbia, segundo o depoimento da testemunha.
O suposto líder do grupo criminoso também foi o responsável por comprar o barco onde foram apreendidos 400 kg de pirarucu, 400 kg de carne de animal silvestre, 2 tartarugas e 35 tracajás pescados e caçados de forma ilegal na região do Vale do Javari, afirmou a testemunha.
A carga foi flagrada enquanto ocorriam as buscas pelos corpos de Bruno e Dom, em junho.
Procurada, a defesa de Colômbia não respondeu aos questionamentos da reportagem.