loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

JUIZ DO TRABALHO DE SÃO PAULO RECEBE MAIS 18 DENÚNCIAS DE ASSÉDIO

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem JUIZ DO TRABALHO DE SÃO PAULO RECEBE MAIS 18 DENÚNCIAS DE ASSÉDIO
-

A organização Me Too Brasil e o Projeto Justiceiras receberam, até esta quinta-feira (18), 64 novos relatos de assédio contra Marcos Scalercio, juiz da Justiça do Trabalho de São Paulo. Ele é alvo de denúncias de assédio sexual que se tornaram públicas no início desta semana. Desses novos relatos, as organizações, que prestam atendimento jurídico a mulheres vítimas de violência, encaminharam formalmente 18 relatos como denúncia ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e dois ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo).

O juiz é acusado por funcionárias e estagiárias do Tribunal Regional do Trabalho e por alunos do Damásio Educacional, cursinho preparatório para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

ENTENDA O CASO

Funcionárias do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) afirmam que Marcos tentou agarrá-las à força e beijá-las dentro do seu gabinete no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na Barra Funda. Alunas contam que o assédio ocorreu em uma cafeteria próxima ao cursinho, que fica na Liberdade, no Centro da capital paulista, ou por mensagens de texto. Na segunda-feira (15), o site G1 publicou uma reportagem com dez denúncias contra o juiz, de episódios que teriam acontecido entre 2014 e 2020.

Shorts Youtube
Play
Itamar em Goiatuba: Alvinegro trabalha com logística diferente para levar técnico a Goiás - 31/7/26

Itamar em Goiatuba: Alvinegro trabalha com logística diferente para levar técnico a Goiás - 31/7/26

Play
Novo momento defensivo: CRB está há dois jogos sem sofrer gols - 31/7/26

Novo momento defensivo: CRB está há dois jogos sem sofrer gols - 31/7/26

Play
Em meio à discussão sobre patinetes elétricos, vídeo mostra queda de criança na Ponta Verde

Em meio à discussão sobre patinetes elétricos, vídeo mostra queda de criança na Ponta Verde

Play
Carro deu apoio a criminosos em roubo de moto em Atalaia

Carro deu apoio a criminosos em roubo de moto em Atalaia

Play
Furto em apartamento de idosa: polícia conclui inquérito

Furto em apartamento de idosa: polícia conclui inquérito

Além disso, segundo o Me Too, uma das vítimas o denunciou por ter participado de uma reunião de vídeo completamente nu e se masturbando. Uma ex-aluna do juiz ouvida por Universa afirmou que o juiz e que o juiz se gabava de conseguir conquistar qualquer mulher. “Se achava o garanhão”, ela contou à reportagem.

Após o caso se tornar público, a Damásio Educacional afastou o professor de suas atividades. “A instituição esclarece que atua na promoção de um ambiente acadêmico respeitoso e repudia qualquer ação que seja contrária aos seus valores e ao código de ética”.

O caso do professor foi levado à Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público em 2020, que ouviu as vítimas. Como resultado do inquérito preliminar, foram expedidos pedidos de providências para o TRT-2, onde o magistrado trabalha.

A investigação, no entanto, foi arquivada por duas vezes pelo tribunal e devolvida para o TST (Tribunal Superior do Trabalho), que pediu que o processo fosse encaminhado ao CNJ — o órgão ligado ao Poder Judiciário e que pode abrir processos administrativos e aplicar sanções e até o afastamento de magistrados que tenham desvio de conduta comprovado.

Depois das denúncias virem a público, a Corregedoria do CNJ decidiu revisar os trabalhos feitos pelo TRT. Essa nova investigação é uma apuração preliminar para apurar se vai abrir um novo processo, já com os novos depoimentos. O Me Too também informou que três mulheres que denunciaram o juiz já têm processo aberto tramitando na Justiça.

A defesa do magistrado diz que as acusações já foram objeto de crivo e juízo de valor pelo órgão correcional e colegiado do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região e que ele foi absolvido pelo tribunal e o caso foi arquivado. “Foram ouvidas 15 testemunhas no processo. O arquivamento, portanto, demonstrou que o conjunto probatório, obtido no exercício do contraditório, é absolutamente insuficiente para dar lastro em qualquer dos fatos relatados.”

Relacionadas