Nacional
Cria��o de empregos formais bate recorde
Brasília - O mercado de trabalho formal abriu no mês de outubro 130.159 vagas, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgado ontem pelo ministro Ricardo Berzoini. No acumulado do ano, já foram criadas 1,796 milhão de novas vagas com carteira assinada, o melhor da história para o período janeiro a outubro. O resultado de outubro também é o melhor da história para o mês. Pela segunda vez consecutiva, a criação de vagas nas regiões metropolitanas superou a média nacional. De acordo com os dados do Caged, apenas nas nove regiões metropolitanas foram criadas 61.564 vagas formais em outubro. A região metropolitana de São Paulo teve o melhor desempenho, criando 28.729 novas vagas, seguida pela de Porto Alegre, com 8.236 novos empregos formais, e a do Rio de Janeiro, com 6.358 vagas. Os setores que mais contribuíram para a criação de empregos formais em outubro foram a indústria de transformação, que abriu 52.583 postos formais, o comércio, que abriu 48.179 vagas, e o setor de serviços, que abriu 46.194 vagas. No ano, a indústria de transformação já criou 608.339 vagas formais. Projeção Para o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, a criação das vagas no mercado formal em outubro é um resultado muito positivo se comparado com as perspectivas para o crescimento da economia. Segundo ele, enquanto a projeção para o crescimento da economia este ano gira em torno de 4% a 5%, o mercado formal de trabalho já cresceu 7,7% de janeiro a outubro. De acordo com o ministro, o resultado de outubro também mostra que os números de novembro e dezembro, meses em que normalmente a criação de empregos cai por questões sazonais, devem ser menos preocupantes e a redução no ritmo de criação de empregos deve ser menor do que nos últimos anos. O ministro disse, porém, que o governo não pode se acomodar com a melhora no mercado de trabalho, porque há milhões de desempregados no país e que é preciso tomar medidas para continuar gerando empregos, como incentivo aos investimentos, desoneração tributária e uma reversão na tendência de elevação da taxa de juros. Segundo ele, o mercado ainda não sentiu o efeito do ajuste de juros que está sendo feito pelo Banco Central, o que deve ocorrer no primeiro trimestre de 2005.