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Ato reuniu estudantes, professores e sem-terra

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A manifestação de estudantes e sindicalistas começou pela manhã em frente aos ministérios da Educação, do Desenvolvimento Agrário e do Trabalho e Emprego, com discursos específicos sobre as reformas encabeçadas por essas pastas. No início da tarde, estudantes invadiram o espelho d?água do Congresso. Uma pedra foi atirada contra as vidraças do prédio, ferindo um funcionário da Câmara. Dois estudantes foram detidos pela segurança da Câmara, ao tentarem invadir o prédio correndo. Havia previsão de que eles seriam liberados ainda no fim da tarde. Ligações ?Foi um ato isolado, de um grupo de estudantes que não respeitou a orientação da direção da marcha?, disse Marina Barbosa, 40, presidente do sindicato nacional de professores das universidades federais, que organizou o protesto com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entidades de estudantes, sindicatos de trabalhadores em bancos e metalúrgicos e partidos políticos, como o PSTU e o recém-criado PSOL, com ex-membros da ala radical do PT. Filiada à juventude do PSTU, a estudante Julia Eberhardt, 24, afirmou que a manifestação também visava romper ligações com a CUT e com a União Nacional dos Estudantes (UNE). ?A CUT participa do Fórum Nacional do Trabalho e a UNE ajuda nas discussões do MEC sobre reforma universitária. É uma traição histórica?, afirma. Apesar disso, o protesto de estudantes tinha entre seus organizadores a UNE e vários sindicatos ligados à CUT.

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