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Mantega apresenta diretoria e diz: BNDES n�o ser� hospital
Rio de Janeiro - Ao contrário do que dissera seu antecessor, Carlos Lessa, o novo presidente do BNDES, Guido Mantega, afirmou ontem que ?o banco não é um hospital de empresas?. Mantega afirmou que o BNDES não é um banco comercial, e sim de investimentos. Segundo ele, o BNDES continuará sendo um banco de desenvolvimento, mas com operações mais rápidas. Ele disse que o banco procurará agilizar suas operações para se tornar mais rápido na liberação de créditos. ?Vamos desenvolver mecanismos para que isso possa se tornar realidade?, afirmou, depois de apresentar a nova diretoria do BNDES ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O BNDES terá como vice-presidente Demian Fiocca, chefe da assessoria econômica do Ministério do Planejamento. Ele foi um dos principais idealizadores do modelo das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e responsável pelas negociações de seu projeto no Congresso. Fiocca deve trabalhar para que o BNDES tenha uma participação expressiva no financiamento das PPPs, como já defendeu Mantega. O economista Antônio Barros de Castro, que era assessor especial de Mantega no Ministério do Planejamento, será diretor de Planejamento do BNDES. Barros de Castro, economista da UFRJ, é da linha desenvolvimentista e já foi presidente do BNDES durante o governo Itamar Franco. O economista-chefe do Citigroup, Carlos Kawall, também vai fazer parte da diretoria do banco de fomento. Kawall, além de ocupar o cargo de economista-chefe do Citigroup desde 97, já trabalhou também com o setor elétrico. Em 1996, foi assessor da presidência da Eletropaulo, antes de sua privatização, em 1998. O setor elétrico sempre recebeu atenção do BNDES. Atualmente, o maior problema do banco neste setor é com o grupo americano AES. Depois de resolver uma dívida do grupo AES referente à compra da Eletropaulo, o banco ainda cobra do grupo uma dívida em torno de R$ 1 bilhão por conta da compra de parte da Cemig. Em 1995, Kawall ocupou o mesmo cargo de assessor da presidência na Cesp. De 1991 a 1994, o economista trabalhou no Banespa, também antes de sua privatização. Outro novo nome da diretoria do BNDES é o atual presidente do Inmetro, Armando Mariante de Carvalho. Mariante já foi diretor da Finame, programa de financiamento do BNDES para a compra de bens de capital nacionais, entre fevereiro de 1999 e março de 2000. Ele também já esteve em várias áreas do BNDES, quando era funcionário concursado, no período de 1972 a 1985. Permanecem na diretoria do banco Maurício Borges Lemos e Roberto Timotheo da Costa.