Nacional
Consulado dos EUA � atacado na Ar�bia Saudita
Cinco pessoas que trabalhavam no Consulado dos Estados Unidos em Jidda, capital administrativa da Arábia Saudita, morreram em decorrência dos ataques realizados ontem por militantes islâmicos. Outras sete pessoas morreram no atentado, segundo o Ministério do Interior, sendo que três agressores e quatro guardas das forças de segurança saudita. ?Temos cinco mortes confirmadas entre os nossos funcionários locais e um deles era um segurança?, disse a porta-voz da Embaixada americana na Arábia Saudita, Carol Kalin. Segundo a agência de notícias Reuters, a embaixada se recusou a informar as nacionalidades dos mortos. Fontes da segurança saudita dizem que eles são árabes e asiáticos. Kalin também disse que cinco outros empregados foram hospitalizados, por conta de ferimentos. O comunicado do Ministério do Interior, reproduzido pela agência oficial de notícias saudita, afirmava que forças de segurança atacaram os supostos militantes ?matando três agressores e capturando dois, que foram atingidos?. De acordo com as forças de segurança saudita, quatro guardas morreram no ataque. Autoridades sauditas suspeitam que o grupo terrorista Al Qaeda [de Osama bin Laden] esteja por trás dos ataques. Este seria a maior ação do grupo na Arábia Saudita desde maio passado. Testemunhas disseram que os supostos militantes arrancaram a bandeira americana do mastro e atearam fogo. Até ontem à tarde, não havia nenhuma manifestação de membros da Al Qaeda sobre os ataques. Resposta americana O presidente americano, George W. Bush, afirmou ontem que o ataque ao Consulado dos EUA em Jidda mostra que ?os terroristas ainda tentam intimidar americanos e forçar os EUA a retirar [tropas] da Arábia Saudita e do Iraque?. ?Eles [os terroristas] querem nos ver crescer timidamente e com o cansaço estampado no rosto, por conta de sua disposição em matar ao acaso pessoas inocentes. É por isso que a eleição [presidencial] no Iraque é tão importante?, disse Bush. A declaração do presidente americano foi feita no Salão Oval da Casa Branca, depois de seu encontro com o presidente do Iraque, Ghazi al Yawer.