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Imposto de Renda brasileiro n�o � alto, segundo Palocci
O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse ontem que o Imposto de Renda pago pelos contribuintes brasileiros é baixo, se comparado a outros países, e que essa questão é sensível para a arrecadação pública. A afirmação foi feita um dia após o ministro ter afirmado que o governo trabalha para corrigir, ainda neste ano, a tabela do imposto de renda, o que permitiria o pagamento menor do tributo. ?O Imposto de Renda no Brasil, comparativamente a outros países, não é alto. Proporcionalmente a outros tributos, o Imposto de Renda no Brasil não é excessivo?, disse o ministro. Principal tributo brasileiro, o Imposto de Renda da Pessoa Física é a contribuição aos cofres públicos sobre salários e rendimentos que ficaram acima de R$ 12.696 anuais. A alíquota máxima de IR no Brasil é de 27,5%, inferior a de alguns países desenvolvidos ? que, no entanto, também oferecem serviços públicos de melhor qualidade para a população. Palocci lembrou que apenas 7,5% da PEA (População Economicamente Ativa) paga IR no Brasil. No país, está livre do tributo quem ganha até R$ 1.058 mensais. O ministro disse que ainda não há uma definição para o futuro da tabela do IR e que o diálogo prossegue até o fim do ano. ?A Câmara e o Senado é que, no final, vão tomar a decisão?, disse. Hoje, a tabela tem três faixas de alíquotas: isenção (até R$ 1.058), de 15% (para salários de R$ 1.058,01 a R$ 2.115) e de 27,5% (para salários acima de R$ 2.115). Entre 1997 e 2004, a tabela foi corrigida uma única vez, em 2002, em 17,5%. Para Palocci, a reivindicação por parte da sociedade é justa. Ele afirmou que o governo busca uma saída para essa questão. ?Temos a intenção de buscar algum nível de melhoria no imposto de renda, principalmente para as pessoas que ganham menos?. De acordo com Palocci, ?é legítimo que os trabalhadores, no momento de crescimento do Brasil, em um momento de aumento de emprego, façam demandas. Nós temos de ver isso com legitimidade?. O governo é pressionado também para conceder, além do reajuste da tabela, um aumento significativo no salário mínimo.