Nacional
PMDB mant�m conven��o e deve deixar governo
A ala governista do PMDB tentou, mas não conseguiu derrubar a convenção nacional do partido, agendada para o próximo domingo (12), na qual os integrantes da sigla decidirão pela saída ou não do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Um eventual rompimento implicará na entrega dos cargos e independência à base governista no Congresso Nacional. A decisão por manter a convenção foi tomada ontem à tarde em meio a uma polêmica reunião da Executiva Nacional da sigla. A sugestão pelo adiamento foi feita pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL). Na seqüência, o deputado Renato Viana (SC) propôs que os ministros entregassem seus cargos em 48 horas em troca do adiamento da convenção. A proposta foi colocada em votação. Inicialmente, o placar seria de 10 a 6 contra o grupo governista. No entanto, os senadores Maguito Vilela (GO) e Ramez Tebet (MS) mudaram seus votos sob o argumento que não se pode estipular prazos para ministros deixarem cargos. Houve empate no placar: 8 a 8. O voto de desempate, contra o grupo governista, foi do presidente do partido, deputado Michel Temer (SP). Segundo Temer, paralelamente à decisão da Executiva, ?não há como eliminar a convenção convocada pelos diretórios estaduais?. ?O que ficou estabelecido na ata é que haverá de qualquer maneira a convenção no domingo. Não há como eliminar a convenção convocada pelos diretórios estaduais, salvo uma medida judicial que dê outra interpretação?, disse Temer. ?Vamos para a convenção. Não houve vitoriosos nem derrotados, a convenção decidirá?, completou Temer. Ele afirmou também que, na sua opinião, será difícil os ministros entregarem os cargos. ?O grupo que defende a governabilidade não reconhece a legitimidade desta convenção?, disse Renan. ?Os governistas não vão à convenção?, afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves (RN). ?O racha do PMDB que antes era oficioso agora é oficial. Esta convenção é ilegal. Será contestada na Justiça. O grupo que defende a governabilidade não vai comparecer?, completou. Na convenção de domingo, o PMDB decidirá pelo rompimento ou não com o governo federal sob o argumento de que a posição de ?independência? fortaleceria o partido para as eleições de 2006. O PMDB planeja lançar candidato próprio à Presidência da República e reeleger a maioria dos seus governadores. Principal aliado do governo no Congresso, o PMDB chefia as pastas das Comunicações e da Previdência Social e possui outros cargos nos segundo e terceiro escalões, como presidência de estatais. Possui a maior bancada no Senado (23 cadeiras) e a segunda maior na Câmara (76 deputados) - atrás apenas do PT (90).