Nacional
Uni�o homossexual avan�a no Canad� e na Nova Zel�ndia
O reconhecimento dos direitos de casais homossexuais deu dois passos importantes ontem em dois países. A Suprema Corte do Canadá deu ao governo federal o aval para legalizar o casamento de homossexuais, mas não disse que isso era uma exigência constitucional. Na Nova Zelândia, o Parlamento aprovou o reconhecimento da união civil. Para Ottawa, a medida é boa, mas talvez não o suficiente. O governo esperava que a corte exigisse a permissão do casamento gay em todo o Canadá, tornando politicamente mais fácil aprovar um projeto sobre isso no Parlamento. Mas o tribunal preferiu não opinar quanto a isso. A corte limitou-se a declarar que o governo tinha a autoridade para legislar sobre o assunto e que sua proposta de definição de casamento - como ?a união legal de duas pessoas? - não violava a Constituição. Na Nova Zelândia, por 65 votos a favor e 55 contra, em terceira votação e depois de meses de debates que dividiram a sociedade, o Parlamento deu aval à união civil. A lei entre em vigor em 26 de abril de 2005. O autor do projeto, o vice-ministro da Justiça, David Benson-Pope, assegurou mediante um comunicado oficial que a lei ?proporciona a mais singela das coisas: o reconhecimento formal e o respeito de nossas leis às escolhas individuais dos neozelandeses?. A proposta, impulsionada pelos partidos Trabalhista (centro-esquerda) e Verde, que governam em coalizão desde 1999, foi apresentada ao Parlamento em junho e obteve 65 votos a favor, 50 contra e 5 abstenções. O governo voltou a apresentá-la em novembro e conseguiu 65 votos favoráveis e 55 contra. A votação de ontem foi a última e definitiva, e voltou a contar com a oposição dos partidos Nacional (centro-direita), Nova Zelândia Primeiro (direita) e Futuro Unido (extrema-direita).